A convite da produtora Espaço Z, nosso editor em Porto Alegre conferiu o novo filme da franquia Lego.

Quando a primeira Aventura Lego foi lançada (2014), pegou o mundo de surpresa. Divertida, engraçada e frenética, a animação trazia um caldeirão de referências e personagens carismáticos, entre conhecidos e novos, e uma boa história, sem se esquecer que seu universo é baseado em um brinquedo de blocos dinamarqueses remontáveis.

Essa ação de remontar blocos com novas possibilidades não é somente um mote de venda de bonecos, mas foi habilmente usado na primeira história.  Depois vieram Lego Batman (2017) e Lego Ninjago (2017).

Com o sucesso desta fórmula, Uma Aventura Lego II procura dar um passo além, quebrando a 4ª parede e deixando claro que os bonecos fazem parte de um universo maior e real, mas ainda assim explorando a mitologia criada pela Lego com seus licenciamentos e seus personagens próprios. Esse é o grande mérito do diretor Mike Mitchell de Trolls (2016).

Nesta nova aventura, temos mais uma vez o jovem e otimista construtor Emmet (que na dublagem original é feita pelo ator Chris Pratt), vivendo em uma sociedade destroçada pela invasão de ‘alienígenas’ da linha Lego Duplo (a linha de brinquedos para crianças pequenas) que aparecem para destruir tudo, numa clara referência às crianças pequenas que querem ‘destruir’ a brincadeira dos irmãos e irmãs mais velhos.

É nesta sociedade chamada de Apocalipsópolis (referência à Mad Max, com direito a estátua da Liberdade destruída de Planeta dos Macacos) que surge um novo vilão de outro universo.

Esse novo inimigo captura Lucy, Batman, Capitão Pirata, Ultra Gata e o Astronauta e os arrasta para uma galáxia distante: um prenúncio do fim do mundo. Resta ao dócil Emmet partir para o resgate e salvar seus amigos e o universo, desta vez com a ajuda de um novo personagem, Rex, um aventureiro casca grossa que quer transformar Emmet em um cara durão.

Chama atenção como o diretor consegue contar bem uma história em meio à ação colorida e frenética, ao mesmo tempo em que insere várias referências pop para os pais. O filme investe na quebra da 4ª parede, outro acerto que conecta ainda mais o público infantil com o ato de imaginar e brincar usando blocos.

São essas mudanças em relação ao primeiro filme que remontam (trocadilho involuntário) o universo Lego e dão um passo além para a franquia.

É um filme que deve trazer boas lembranças aos pais e cumpre o papel de entreter e capturar a atenção das crianças. Afinal a razão de ser deste universo ainda são as crianças (ou seriam também os adultos?).

Compre sua pipoca, leve seus filhos, sobrinhos, netos e passe umas horas divertidas no cinema. Todos merecem.

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