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Do Press-Release

A edição de número 81 da revista Mundo dos Super-Heróis, que chegou às bancas de todo o País neste mês, representa um feito sem precedente no mercado editorial brasileiro: é a primeira vez que uma revista que tem como foco os heróis das histórias em quadrinhos alcança a marca de 10 anos de publicação ininterrupta.

Lançada em 2006 pela Editora Europa no embalo do filme Superman – O Retorno, a revista não tinha periodicidade fixa. Menos de um ano depois, firmou-se como bimestral e, finalmente, mensal. Desde então, foram produzidas e publicadas mais de 5.500 páginas (descontados anúncios e capas) de conteúdo editorial exclusivo e original – ou seja, nenhuma matéria foi traduzida de material licenciado de outras publicações.

Para o editor e idealizador da Mundo dos Super-Heróis, Manoel de Souza, um dos fatores de sucesso e longevidade da revista são os “dossiês”. Foi com esse nome que ele batizou as matérias de capa, caracterizadas pelo detalhamento, profundidade da pesquisa e caráter didático sobre conhecidos super-heróis dos quadrinhos – Batman, Homem-Aranha, Superman, Wolverine, Vingadores – e sua carreira no cinema, TV, home video, games e figuras de ação.

Pauta diversificada

A edição comemorativa traz na capa outra aniversariante: a Mulher-Maravilha. Criada nos quadrinhos em 1941, a super-heroína está completando 75 anos, celebrados pela editora DC Comics em uma série de eventos que culminarão no lançamento do seu primeiro longa-metragem solo nos cinemas, em junho do ano que vem.

“Além dos dossiês, a revista tem uma pauta diversificada, que inclui críticas de filmes, entrevistas exclusivas com artistas nacionais e estrangeiros, curiosidades sobre personagens e seus criadores e até um quiz para os leitores testarem seus conhecimentos sobre super-heróis”, comenta Souza.

Essa ligação com os leitores é outra característica marcante da publicação desde o primeiro número. A Mundo dos Super-Heróis mantém até hoje uma seção de “cartas” com críticas, elogios e sugestões feitas por e-mail e redes sociais. Publica também desenhos enviados pelos leitores e, em alguns casos, coloca profissionais para comentarem as artes e dar dicas aos autores.

“Quando comecei a desenhar em 1985, aos 12 anos, já bolava minhas próprias revistinhas em folhas de sulfite dobradas e desenhadas a lápis. Gostava de tudo: roteiro, desenho, edição”, relembra Souza. Formado em Desenho de Comunicação, ele tinha mais de uma década de experiência no segmento de revistas quando decidiu criar a Mundo dos Super-Heróis.

Antes disso, foi ilustrador, editor de arte, repórter e chefe de redação até chegar ao cargo de editor da revista Natureza, um dos principais produtos da Editora Europa, que fala sobre jardinagem e paisagismo.

Produtos derivados

Nos últimos anos, a revista regular deu origem a edições especiais, como a revista-pôster sobre o filme X-Men: Apocalipse, no início deste ano, e Grandes Artistas: Stan Lee, em 2014. Hoje, a principal aposta derivada da Mundo dos Super-Heróis são livros que formam a Coleção Super-Heróis. Até o momento, foram lançados dois volumes: Homem-Aranha/Flash, em 2015, e Batman/Homem de Ferro, no mês passado.

De olho no crescente filão de blockbusters de super-heróis que atraem milhares de espectadores, a editora colocou em prática os planos para outra linha de livros, desta vez atrelados exclusivamente aos lançamentos do cinema. O primeiro deles, Esquadrão Suicida, chega às livrarias nas próximas semanas, enquanto que Doutor Estranho – filme da Marvel que estreia em novembro –está em fase de produção.

A Mundo dos Super-Heróis está disponível também em formato digital. Manoel de Souza não acredita que algum dia essa versão venha a substituir a impressa. “O leitor de quadrinhos tem um apego especial às publicações em papel. Talvez seja um hábito vindo do colecionismo: ele gosta de tocar, folhear, guardar na estante. Muitos dizem encontrar prazer em ir à banca de jornal para ver se a revista chegou ou ficar aguardando a entrega do Correio, se for assinante”.

O editor lembra que depois seis anos de crescimento, o mercado norte-americano de quadrinhos digitais registrou sua primeira retração em 2015, de 10%. “Acho que somos corajosos por insistir num formato que muita gente diz que vai acabar, mesmo conhecendo a complexidade da distribuição num país de dimensões continentais. Mas esse também é um diferencial da Mundo, acreditar numa ideia e fazer acontecer. Deu certo nos últimos 10 anos, pode continuar dando certo nos próximos 10”, aposta.

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