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Trabalhando atualmente na recém-estreada novela A Terra Prometida, da TV Record, o ator, roteirista e diretor Felipe Folgosi se aventurou pelo mundo das histórias em quadrinhos há pouco mais de um ano, com a graphic novel Aurora.

Agora, ele está de volta ao meio com um novo projeto, Comunhão que, a exemplo do anterior, está em busca de financiamento coletivo no Catarse. No momento de publicação desta matéria, o cumprimento da meta de R$ 49.500 estava em 65%, faltando 24 dias para o prazo final.

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O autor define sua nova obra como uma história de terror. Na trama, um grupo de corrida de aventura penetra no coração da Mata Atlântica para resolver uma rixa entre seus membros e provar quem é o melhor. O encontro com uma tribo perdida e um reverendo misterioso vai fazer com que eles precisem correr pela própria vida.

Para falar mais sobre Comunhão e sua experiência com HQs, Felipe Folgosi respondeu as 5 perguntas do Papo de Quadrinho:

De onde veio a ideia para a trama de Comunhão?

A sugestão de escrever um terror surgiu em 2006, por meio de um amigo americano, já que este gênero é muito produzido nos Estados Unidos. Então comecei a pensar como tornaria uma história dessas interessante para mim. Comecei a pensar o que poderia escrever usando o universo das corridas de aventuras, por unir ação, desafios, superação dos limites e a natureza implacável. Junto a isso comecei a pensar sobre a origem do mal, e como alguém pode se desvirtuar e acabar em lugares perigosos moralmente.

Como foi a aceitação do seu trabalho anterior, Aurora?

Melhor do que esperado. Várias pessoas que compraram o livro em eventos no ano passado voltaram a me encontrar nos eventos deste ano para me cumprimentar e dizer que gostaram. Sem falar daquelas que entram em contato pelas redes sociais.

Qual a principal diferença entre as duas obras?

São gêneros bem diferentes. A protagonista do Comunhão é uma mulher, enquanto do Aurora é um homem. Esteticamente também são diferentes. O JB Bastos, que faz a arte, é craque no terror e quis desenhar em preto e branco para exatamente diferenciar do Aurora, e ao mesmo tempo remeter aos quadrinhos de terror dos anos 70.

O que você aprendeu com Aurora – em termos de produção, financiamento, divulgação – que está aproveitando agora em Comunhão?

Aprendi muito! Principalmente que planejamento é essencial. Quanto mais o orçamento e os prazos estiverem sob controle, mais tranquila vai ser a produção.

Qual a maior diferença entre escrever um roteiro para cinema e um para quadrinhos?

O quadrinho exige mais decupagem. Múltiplas ações podem acontecer no cinema, e para fazer isso nos quadrinhos você tem que detalhar cada momento isoladamente. A síntese é maior.

Para mais informações, valores e recompensas, acesse o link https://www.catarse.me/pt/comunhaohq. O lançamento está previsto para dezembro.

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