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Em respeito ao leitor, nossa crítica não tem SPOILERS

Por Társis Salvatore

Star Wars é a franquia mais importante da cultura pop. Foi essa ópera espacial que mudou o cinema e a forma de fazer cinema. Avançou em diversas mídias, como quadrinhos, livros e videogames. E o mais importante: Star Wars cravou personagens e ideias que estão imortalizados no imaginário popular.

Por isso, quando a Disney adquiriu a Lucasfilm, o anúncio de uma nova trilogia a partir de Star Wars – The Return of the Jedi explodiu a cabeça de milhões de fãs de todas as idades.

Como seria a continuação? Os atores originais estariam presentes? Quem iria dirigir? Será que depois do prelúdio, voltaríamos a assistir a um bom filme?

Não é exagero dizer que, embora tenham tido êxito comercial, Episode I: The Phantom Menace (1999), Episode II: Attack of the Clones (2002) e Episode III: Revenge of the Sith (2005) decepcionaram a maioria dos fãs, com sua ênfase nos efeitos especiais em detrimento às boas atuações e narrativas coesas.

Anunciados o diretor do novo filme (J.J.Abrams) e o elenco, com uma mistura de atores da trilogia clássica (Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Peter Mayhew) e jovens talentos não tão conhecidos do grande público (Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, entre outros) a sensação de que as respostas seriam satisfatórias aumentou.

Assim, com grande expectativa e euforia, estreou nos cinemas, batendo recordes, Star Wars – The Force Awakens, narrando os acontecimentos trinta anos depois do episódio VI.

Finalmente, depois de três filmes frustrantes que fugiam ao espírito da trilogia clássica, temos um filme digno da marca Star Wars.

Mérito dos produtores, que criaram um ambiente real, sem focar apenas em efeitos especiais. Mérito do diretor J.J. Abrams, que fez o que o criador George Lucas não conseguiu com seu prequel: tirar o melhor de seus atores, equilibrar boas atuações e história emocionante, resgatar de forma precisa a nostalgia e beleza que o universo de Star Wars criou décadas atrás.

Mérito também dos novos personagens incríveis da saga, como os protagonistas Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega) e Kylo Ren (Adam Driver). Todos com carisma suficiente para abrir seu próprio espaço no panteão de grandes heróis e vilões de Star Wars.

Embora o roteiro tenha pontos obscuros – que devem ser preenchidos em outras mídias bem ao estilo Universo Expandido – a história convence e leva os fãs a uma jornada para desvendar os mistérios da Força e da Primeira Ordem, grupo que pretende seguir os passos do destronado Império galáctico.

É uma nova fase, que pretende trilhar o sucesso da trilogia clássica, ou no mínimo, se aproximar dela.

Star Wars – The Force Awakens convence, emociona e diverte. Não fica preso ao passado, mas reverencia o clima e a estética que fizeram de Star Wars a marca número um da Cultura Pop. É comprar a pipoca e curtir o momento. A Força está conosco, mais uma vez.