Parasyte-jbc

Em meio ao lançamento de tantos mangás bons neste ano – Terraformars, Éden, Planetes, Tokyo Ghoul – uma aposta da JBC se destaca: Parasyte, de  Hitoshi Iwaaki.

Publicada originalmente no Japão de 1988 a 1995, a história ganhou versão animada no ano passado pelo estúdio Madhouse – o que pode explicar a decisão da editora de trazer o material para o Brasil quase 30 anos depois.

Na trama, parasitas criados aparentemente com a missão de controlar os danos causados pela Humanidade ao meio ambiente, começam a controlar parte da população a partir da invasão do cérebro e a se alimentar de outras pessoas. No caso do jovem estudante Shinichi Izumi, algo inusitado acontece e o parasita se aloja em sua mão direita.

A partir daí, os dois seres passam a viver uma relação conflituosa, porém simbiótica, em que um precisa do outro para sobreviver. Não bastassem as complicações naturais dessa situação, Shinichi ainda precisa enfrentar outros humanos tomados por parasitas que o consideram uma aberração.

Parasyte chama atenção pelo contraste. Momentos hilários de Shinichi dialogando com a mão monstruosa e seus esforços para escondê-la intercalam-se com outros de terror, canibalismo e tensão. A arte de traços simples e limpos em nada denuncia o caráter sangrento da obra, e provoca ainda mais estranheza para o leitor.

O mangá foi lançado no Brasil em setembro, durante a Bienal do Rio de Janeiro, e já é possível encontrar até o volume 2 em bancas de jornal de algumas regiões. Se você é um leitor habitual de mangás, provavelmente não deixou passar em branco esse lançamento; se não o é, esta é uma boa oportunidade para se deixar seduzir pelo gênero.

Parasyte é composto de 10 volumes com média de 230 páginas cada, tem formato de 13,5 x 20,5 cm, papel offset e preço de R$ 16,90. A distribuição é setorizada, e a periodicidade, mensal. Recomendadíssimo!

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