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A mais recente animação da Warner/DC, lançada diretamente em DVD e Blu-Ray neste mês nos Estados Unidos, é a primeira a se inspirar no universo dos videogames – no caso, na franquia Batman: Arkham.

Em termos cronológicos, a história se passa depois de Arkham: Origins, e mostra a investida do Esquadrão Suicida – grupo de vilões recrutado por Amanda Waller – ao manicômio para resgatar informações sigilosas roubadas pelo Charada. Nesse meio tempo, Batman corre contra o tempo para encontrar uma bomba suja plantada em Gotham City pelo Coringa.

Claro que um grupo desses não poderia funcionar, e dentro do Asilo Arkham as coisas fogem do controle, ainda mais quando cada vilão tem sua própria agenda e o Coringa entra na equação.

Batman: Assault on Arkham é uma animação de dois integrantes do Esquadrão Suicida: Pistoleiro e Arlequina. O primeiro faz o tipo vilão honrado, enquanto a outra rouba a cena com sua atitude desmiolada.

Não há reparos a fazer nem em relação à técnica – que felizmente abandonou o visual anime das últimas animações da DC –, muito menos quanto ao roteiro bem estruturado, dinâmico e com as ótimas cenas de ação em que Batman se envolve.

O que chama atenção é o caráter mais “adulto” do desenho. Não à toa, está sendo lançado com classificação PG-13 (impróprio para menores de 13 anos).

Algumas cenas de cabeças explodindo talvez até sejam mais comuns para as crianças de hoje do que eram antigamente. Mas em outras, especialmente as que envolvem o Coringa, há crueldade somada à violência. E o sexo casual entre dois personagens, se não chega a seja a ser explícito é bastante sugestivo.

Melhor assim. O anterior O Filho do Batman pecou não só pela trama fraca e meio sem sentido, mas principalmente pela trama piegas e infantiloide. Batman: Assault on Arkham, ao contrário, é um desenho feito por gente grande para gente grande.

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