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O Jogo do Exterminador: HQ é melhor que filme

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Sem alarde, como de praxe, a Panini colocou nas bancas um encadernado com a primeira parte da adaptação de O Jogo do Exterminador – Escola de Combate, premiada ficção científica de Orson Scott Card, para os quadrinhos.

Christopher Yost já havia mostrado competência para transpor uma linguagem para outra no seu trabalho à frente da animação Vingadores: Os Maiores Heróis da Terra, que levou para a TV arcos importantes da superequipe nos quadrinhos. Agora, ele prova que domina seu ofício.

Toda adaptação incorre em perda, e o leitor deve estar ciente disso – ainda mais numa ficção complexa como a de Scott Card. O Jogo do Exterminador não é apenas sobre o treinamento de uma criança superdotada com potencial para salvar a Terra de uma raça alienígena, como faz parecer o longa-metragem de 2013.

Há sutilezas que envolvem a manipulação das emoções de Andrew “Ender” Wiggin – em especial a relação de amor e ódio com o irmão mais velho Peter e o papel fundamental da outra irmã, Valentine – que o roteiro de Yost capta muito melhor do que o filme consegue fazer.

A arte de Pasqual Ferry dispensa apresentação, e neste trabalho ele teve a felicidade caracterizar personagens complexos como se estivessem num livro infantil. Chega a ser uma vantagem sobre o livro, uma vez que não deixa o leitor esquecer que, apesar de tudo, trata-se de crianças.

Agora é torcer para que a Panini lance não só a segunda e última parte com a conclusão da trama principal (O Jogo do Exterminador – Escola de Comando), mas também se empolgue em trazer para o Brasil as outras HQs publicadas nos Estados Unidos.

Em especial The League War, que mostra os esforços dos irmãos de Ender para manipular o jogo de poder mundial e impedir que a tênue paz entre as nações da Terra seja rompida com o fim da guerra espacial. No original de Scott Card, esta é uma das passagens mais interessantes.

Comentários

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1 Comment

  1. Ale

    Eu pensei que era uma adaptação muito digno de Ender’s game (considerando todas as restrições), e muito divertido como um filme, eu concordo.

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