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Nos anos 1980 surgiram publicações importantes de humor como Chiclete com Banana e Geraldão, que chamavam a atenção com seus quadrinhos de humor escrachado, incômodo e suas críticas ácidas. Revelou ainda artistas do calibre de Laerte, Glauco e Angeli, e marcou toda uma geração de leitores.

Com o passar dos anos essas publicações escassearam até desaparecerem das bancas, ficando restritas aos relançamentos pontuais ou em formato livro. Já no underground, em formato impresso ou digital, quadrinhos nesses moldes continuam sendo produzidos e rendem boas revistas/sites independentes.

É o caso do fanzine impresso Letal Mágico, criação do quadrinhista Gabriel Renner – que reza a lenda, não tem nenhuma ligação parental com a maior rede de varejo de roupas do Brasil.

O zine tem capa colorida, miolo preto e branco e reúne histórias de diferentes personagens. Esse primeiro número trás a história Perecível, HQ premiada no salão de humor carioca em 2005. Além dela, temos um conjunto de tiras sobre as fadas, personagens míticos que, segundo o autor, sofrem por nossa falta de fé no mundo da fantasia e precisam se virar no mundo real. O LM ainda abre espaço para poemas e resenhas de bandas independentes.

O zine chama a atenção por suas qualidades: bem editado, com uma arte caprichada, que emoldura com perfeição os roteiros sacanas. É uma revista que bombardeia o leitor com um humor ácido, inteligente e divertido.

Editado pela editora independente de Renner, a Pinel Comics, o fanzine Letal Mágico custa módicos R$ 4,00 e vale o investimento.

Para adquirir via correio, entre em contato com o criador: pinel.gabriel@gmail.com

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