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Em respeito aos leitores do site, o texto a seguir não contém spoilers.

Demorou, mas saiu nossa crítica. Ofuscado pelo lançamento de X-Men, dias de um futuro esquecido e pela chegada ao Brasil do circo da Copa do Mundo de Futebol, o último filme de Tom Cruise, No Limite do Amanhã passou praticamente despercebido.

Depois do fiasco em Oblivion, Tom Cruise retorna com uma boa história de FC (ficção científica) que aborda viagem no tempo, com muita ação.

Em um futuro próximo, um grupo alienígena atinge a Terra com um ataque avassalador, impossível de ser rechaçado por qualquer unidade militar do mundo.
A criação de um exoesqueleto de batalha nivela os combates e a humanidade finalmente conquista uma vitória graças à bravura de Rita Vrataski (Emily Blunt), o “Anjo de Verdun”.

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A humanidade se prepara para um contra-ataque em larga escala e o major William Cage (Tom Cruise) – um publicitário que nunca combateu – é convocado para acompanhar e registrar a ofensiva humana. Ao se recusar entrar em ação, o Major é rebaixado e enviado para um regimento que fará a primeira incursão contra um inimigo mortal.

Um acidente faz com que Cage se veja inexplicavelmente preso em num túnel do tempo que o força a viver o mesmo dia de combate brutal, lutando e morrendo indefinidamente. Mas a cada renascimento, Cage sobrevive mais tempo e se torna capaz de derrotar mais inimigos. Ao lado da guerreira Rita Vrataski, ele assume a luta contra os aliens, e cada batalha aprendida e repetida, se torna uma oportunidade de encontrar um meio real para derrotar o inimigo.

O roteiro do filme é baseado na obra “All You Need Is Kill” de Hiroshi Sakurazaka, e assim como nos games atuais, onde partir de um save point é possível refazer melhor os combates e vencer, No Limite do Amanhã explora essa possibilidade.

EDGE OF TOMORROW

Tom Cruise tem uma boa atuação e conta com um bom elenco de coadjuvantes. Ele explora com maestria todos os sentimentos que o ex-Major vive por voltar no tempo: primeiro a surpresa, depois o horror de ser prisioneiro do tempo, e por fim, o cinismo diante das repetições ininterruptas. O ritmo da narrativa e as dúvidas constantes dos personagens prendem o espectador.
O desembarque das tropas, a crueza da batalha, relembra abertura do filme Resgate do Soldado Ryan.
As cenas de combate muito bem realizadas, já que o filme é dirigido por Doug Liman (de Identidade Bourne, e Sr. e Sra. Smith), um diretor que domina essa técnica narrativa com maestria.

Aprender, evoluir, morrer e voltar para tentar de novo, não é uma tarefa simples. Como agiríamos se fosse possível aprender a cada erro e tomar um caminho diferente?

Ainda que não seja espetacular, essa nova investida de Tom Cruise na FC é divertida, bem feita e o filme trás bons momentos, superando em muito a performance brasileira na Copa até aqui.

Vale conferir no seu filme on demand favorito.

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