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O mago John Constantine conquistou uma legião de fãs em todo mundo, graças a sua personalidade incomum e sua capacidade de enfrentar criaturas monstruosas e eventos bizarros, muitas vezes salvando o dia apenas para salvar a si mesmo.

Suas histórias foram publicadas na revista Hellbalzer entre 1988 e 2013 e com o restart do universo ficcional da DC em Os Novos 52, a revista foi cancelada e em seu lugar nasceu Constantine, que estreou só em fevereiro no Brasil, mas nos EUA já amarga baixos índices de venda.

O resultado não poderia ser diferente, uma vez que Constantine peca ao abandonar os roteiros densos e a atmosfera incessante de terror para se aproximar do universo dos super-heróis, tentando integrar totalmente o mago aos personagens da editora.

Isso foi feito de modo acertado em Dark, a “Liga da Justiça Mística”, mas a dinâmica de John Constantine com outros heróis místicos é muito diferente do que suas histórias solo, ou pelo menos, foram essas histórias pesadas lançadas pelo selo Vertigo que o elencaram como um dos mais importantes anti-heróis dos quadrinhos.

Foi como se John Constantine perdesse a verdadeira magia dos roteiros, que as vezes são divertidos, sim, mas não impressionam.

Um consolo é a arte do brasileiro  Renato Guedes, que está belíssima, mas parece que não é o bastante para segurar as vendas.

O polêmico restart da DC, aumentou as vendas, acertou arestas e promoveu supergrupos e personagens esquecidos como Aquaman, mas nem tudo saiu como o programado. Constantine é uma versão light de Hellbalzer.  Vamos ver por quanto tempo Constantine aguenta nessa nova perspectiva antes de ir definitivamente para o inferno.

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