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A Floresta Amazônica é uma área encravada em nosso país, palco de antigas discussões acaloradas e de conflitos mortais. Graças a toda essa beleza, violência e segredos, não é exagero dizer que a Amazônia está no imaginário de estrangeiros e de brasileiros, sobretudo a população urbana do Sudeste do país, que tem pouco ou nenhum contato com a floresta e está há anos luz de sua realidade.

Este editor que vos fala teve um pequeno contato com a Amazônia, graças aos belíssimos romances do manauara Milton Hatoum, que deleitam o leitor e aguçam ainda mais o interesse nesse ambiente.

Suas populações, o cotidiano, as contradições de como a exploração dos amplos recursos naturais seguem em contraste com a necessidade da preservação de bio espécies, colocam a Amazônia nos noticiários das maiores cidades do Brasil, ora falando dos conflitos, ora reafirmando sua posição como tesouro do planeta.

É neste cenário que Terra Verde – conto vencedor do III Festival Universitário de Literatura na categoria Novela – surge.

Relançado pela editora Draco em um livro simples, com uma bela capa, Terra Verde se apropria da imensidão do cenário e conflitos amazônicos para levar uma nova equipe de exploradores à floresta. A Amazônia dos garimpeiros, índios, aventureiros e prostitutas, é o lugar onde aliens aportam para aprender sobre nosso mundo, nossas espécies e evoluir eles mesmos, em novos estágios de existência.

O Explorador, que utiliza um humano como hospedeiro, precisa sobreviver diante do conflito entre garimpeiros e índios. Sensibilizado com os problemas da humanidade, esse Explorador será obrigado a escolher entre os propósitos que o trouxeram a esse mundo ou transformar para a comunidade que conheceu.

No limite preciso e entre a narrativa da realidade e a ficção científica, a história é muito bem conduzida. Os personagens interessantes, parecem ter saído das páginas dos jornais que tratam dos conflitos reais, mostrando as angústias de homens e mulheres que vivem nesta região.

Roberto Causo se destaca novamente com um texto seguro, fluído, usando a ficção científica como uma metáfora que dá voz aos explorados e dispõe a sociedade brasileira – no papel de extraterrena – exigindo desta sociedade uma decisão: agir ou se omitir sob o perigo de não “evoluir” como espécie. Por todos esses elementos, Terra Verde é um livro instigante, divertido e vale o investimento. Mais informações no site da editora Draco.

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