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Crítica: Arqueiro Verde 1 – O reboot do reboot

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Arquearia é uma paixão confessa deste editor.

Há um ano, o Papo de Quadrinho fez um homenagem aos grandes personagens da cultura pop que manejam o arco nesta seleta lista com os 10 maiores arqueiros da Cultura Pop. Entre os mais queridos e conhecidos, o Arqueiro Verde não poderia ficar de fora.

Inspirado no pai de todos os arqueiros, Robin Hood, o Arqueiro Verde foi criado por Mort Weisinger e Greg Papp em 1941, e esteve presente em numerosas publicações da DC ao longo dos anos. Mas foi na década de 1970 que ele se destacou com histórias de temática adulta, vividas com o Lanterna Verde, Hal Jordan. O material, hoje um clássico dos quadrinhos, foi escrito por Dennis O’Neil e ilustrado pelo mestre Neal Adams.

Com o sucesso do seriado Arrow inspirado em sua mitologia dos quadrinhos, o Arqueiro Verde ganhou fôlego novo em suas aventuras no reboot da DC Comics. Infelizmente, ao contrário de alguns super-heróis como o Aquaman, que se beneficiaram com a renovação dos títulos da editora, o tratamento do herói neste reboot foi muito aquém do esperado.

A atualização do visual inspirada no seriado, com o herói mais jovem e mudando o estilo “Errol Flynn” foi a primeira polêmica e dividiu opiniões entre os fãs. Mas o verdadeiro problema foi a arte sofrível de Dan Jurgens e o roteiro vexatório de J.T. Krul –  primeira dupla escalada para reformular o personagem. Nem a arte final de George Pérez ajudou. No Brasil, essas primeiras histórias fizeram parte do mix da revista Flash Nº1, lançada em junho de 2012.

Para não estragar nos quadrinhos um personagem bacana que está se dando bem na TV, o Arqueiro Verde acabou ganhando uma segunda chance após a décima sétima edição norte-americana, e entrou em nova fase, com outra equipe criativa convocada para salvá-lo: Jeff Lemire (roteiro) e Andrea Sorretino (arte).

Lançada neste mês em revista solo, Arqueiro Verde Nº 1, apresenta esse novo trabalho e uma substancial melhora de arte e roteiro, embora o traço ainda merecesse um tratamento mais refinado. O mix traz também o Exterminador e Aves de Rapina. Confira nas bancas e comente aqui.

Comentários

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7 Comments

  1. Só eu que acho esse arqueiro a cara do Felipe Massafera?

  2. Geninho

    Faltou a crítica!

    • Geninho, na verdade a crítica não é sobre a história em si, mas sobre o retorno do personagem e os problemas que estão sendo resolvidos na arte e no roteiro.
      Mas tudo bem, tu pediu é uma ordem, vamos lá!

      A história em si se chama “A Máquina de Matar”, onde a identidade de Oliver Queen é descoberta.
      Ele descobre que perdeu as empresas do Pai, é acusado injustamente de assassinato, tem o quartel general destruído e os amigos que lhe davam suporte supostamente mortos, uma espiral de desgraça! Queen foge e começa a ser caçado por um arqueiro vilão chamado Komodo, que está literalmente detonando tudo, usando as próprias flechas especiais do Arqueiro Verde.

      Minha crítica: esse roteiro onde a identidade do herói é descoberta e ele começa perdendo tudo, empresas, amigos, etc, já é bem batido nos quadrinhos, mas esse artista italiano, o Andrea Sorrentino, conduz muito bem a narrativa de ação, ele é um filhote de Jae Lee com Alex Maleev (muitos risos do Jota por essa!!). O que me incomoda na arte dele é a arte final. Mas até o problema do papel (de pão) usado nas impressões nacionais faz com que a arte perca muito da sua beleza (e tem gente que reclama de ler no tablet com todos os detalhes do artista).

      Sobre o cliché do roteiro, no final das contas… dentro do processo de renovação do personagem, que chamei de sacanagem de “reboot do reboot”, acabou ficando uma boa saída, ou uma saída necessária, destruir tudo para recomeçar o personagem. É isso.

      Abração e obrigado comentário e pela visita!

  3. Disse que o arqueiro do momento é o da Marvel… Altas notas e críticas positivas para a nova revista do Gavião Arqueiro.

    Nesse reboot o Oliver ficou bem parecido (fisicamente) com seu filho Connor, não?

    • Concordo, Rodolfo! A última história do Gavião Arqueiro que li com a arte do David Aja estava fantástica.
      Acompanho a revista Marvel Ultimate e tb gosto da participação dele nos Supremos. O que eu acho interessante é que ele ganhou mais destaque quando se tornou visualmente atualizando, sem aquele uniforme cafona dos anos 1960.
      O Arqueiro Verde está mesmo a cara do Connor, rejuvenescido por causa de Arrow. Falando nisso, uma dica – a revista Mundo dos Super-Heróis desse mês (nº 48) tá com uma matéria MUITO bacana sobre a segunda temporada de Arrow e com uma entrevista curta e bem simpática com Stephen Amell. Abs!

  4. Eduardo Trindade

    Não é por nada, não. Mas esse segundo Arqueiro Verde não me convenceu muito, apenas do roteiro ter dado uma melhorada significativa. Continuarei comprando Arqueiro Verde.

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