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“Chico Bento Moço” vende 150 mil exemplares

chicobentomoço

A Panini anunciou hoje que a primeira edição do novo título da linha “jovem” da Turma da Mônica segue para reimpressão.

Segundo a editora, a tiragem inicial de 150 mil cópias está esgotada e serão providenciadas mais 50 mil.

Chico Bento Moço 1 foi lançada oficialmente durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no início do mês, e ocupou o lugar de revista mais vendida no estande da Panini durante o evento literário.

O resultado não surpreende. Apesar de este blog ter ressalvas quanto à mesmice que o título representa em relação à já consagrada linha “jovem”, o sucesso era previsto.

O que surpreende mesmo é a Panini divulgar números de vendas…

Comentários

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10 Comments

  1. Alex

    Bom, o que conta aqui é tudo por dinheiro e nada pela qualidade. O que impressiona é que ainda insistem em vender isso como “mangá”.

    Dos mesmos produtores de Neymar Jr.” heheheheheheheheh

    • Alex, desde o primeiro lançamento a série de personagens adolescentes da turma da Mônica se chama “Turma da Mônica Jovem em Estilo Mangá”. Por que isso seria algum demérito?
      Ninguém é obrigado a gostar, tudo bem, mas o gibi nunca foi vendido como Mangá.
      Sobre o gibi do Neymar, não posso falar muito, não li, apenas dei uma olhada. Mas também não entendi a conexão, já que o personagem Neymar estaria inserido no universo do gibi normal da Mônica.

  2. Alex

    Társis, o Maurício quis se aproveitar do aumento de vendas do mangá no Brasil. Este foi o ÚNICO motivo para a criação dessa série “jovem”. Ele sempre foi vendido como um mangá (fajuto). Ah, e parece que tem um selo do “Planet Mangá” lá no cantinho…

  3. Alex, se o Maurício de Souza quis se aproveitar do aumento de vendas do mangá no Brasil (que vamos combinar, já tem ai no mínimo uma década) para criar um produto similar, porém abrasileirado, explorando sua própria mitologia, é MAIS UMA razão para chamá-lo de gênio.
    Uma pena que o mercado brasileiro de quadrinhos tem apenas um Maurício de Sousa. Abs!

  4. Alex

    Ele seria gênio se criasse algo novo que estourasse a boca do balão, e não criando um produto “similar” (que no Brasil, é sinônimo de “cópia do original”)

    Eu pego no pé do Maurício desde os anos 90. Não sei se vc se lembra, Társis, que as imagens “3D” que se formavam quando a gente ficava vesgo viraram uma febre. Eram dezenas de livros, revistas, cheias de imagens que pareciam uma TV fora do ar, mas que viravam algo tridimensional quando as imagens se sobrepunham pelo movimento dos olhos.

    Pois bem, o espertinho do Maurício criou para todas as suas revistas, historinhas em “3D VIRTUAL”, que usava o mesmo princípio, tridimensionalizando os desenhos das personagens. Mas os quadros duplicados que formavam tal efeito eram inseridos no meio da história de forma forçada.
    Depois ele me insere o LUCIANO HUCK no filme do CineGibi, além de outros atores de novelas da Globo.
    Depois ele me vem com a revista do Ronaldinho Gaúcho. E a cereja da tragédia é o gibi do Neymarzinho.

    Ainda dizem que ele produz cultura, mas ele apenas venera o que dá dinheiro, incentivando o povo a assistir novela e a molecada a cultuar jogadores de futebol analfabetos!

    antigamente os estúdios maurício de souza faziam algo de qualidade! o Nicolosi desenhava pra eles! eles fizeram a mais ambiciosa animação brasileira da época com “a princesa e o robô”. A qualidade das histórias em quadrinhos decaiu muito (eu tentei ler!) por causa da demanda de publicar cada vez mais para ganhar cada vez mais. Eles tem mais de 10 títulos mensais.

    bill watherson critica pesadamente jim davis e charles schullz por terem utilizado suas criações de forma explicitamente monetária. então, eu também posso criticar o maurício de souza!

    eu não sou contra ficar rico com uma criação artística, mas sem perder os critérios de qualidade e bom censo!

  5. Alex, não sou advogado do Maurício, mas eu vou responder rapidamente teu comentário, o porquê não concordo.

    Tudo é “cópia do original”. Não dá pra reinventar os quadrinhos e muito menos o Mangá. O mérito do Maurício é fazer “sua versão” de mangá.

    Não me lembro de “3D VIRTUAL”, mas acredito que se era uma procura do mercado, como empresário, ele fez bem em lançar. Pessoalmente acho todo 3D “forçado”, não é algo que me agrade em nenhuma mídia.

    Trazer atores e atrizes ao universo das HQs é uma forma de atrair o público leigo, não apenas de “ganhar dinheiro”. Faz parte do mercado e é tão polêmico (e subjetivo) como escalar determinados atores para viverem no cinema papéis de heróis icônicos.

    Gibis de jogadores de futebol são criados por ele desde o Pelé. Ronaldinho Gaúcho e Neymarzinho são apenas um movimento natural da história, já que foram os últimos atletas que se destacaram.
    Como fã de HQs e futebol, acho interessante que esses universos coexistam, embora eu não seja fã de nenhum dos dois jogadores, com especial aversão ao Pilantra Dentuço. Reclamar disso é inocente, é o mesmo que se queixar que Ziraldo e outros produzam HQs ligadas a times.
    Pior ainda é imputar problemas brasileiros ao futebol, uma estupidez histórica que foi bem desmistificada nestas últimas manifestações ocorridas durante a Copa das Confederações.

    Gosto muito de “A Princesa e o Robô”, que é inspirado em Star Wars. Não vejo porque uma obra francamente inspirada em outra é pior ou melhor que as atuais. Antigamente podia e hj, não pode? Duvido. Como leitor tu tem todo o direito de julgar a qualidade das histórias em quadrinhos atuais, e eu de discordar que são ruins. Como empresário o Maurício de Sousa tem o dever de manter sua empresa dando lucro e emprego, seguindo sim as tendências e mantendo a longevidade de seus personagens.

    Sim, tu pode criticar o Maurício de Souza sempre qualquer um pode. Inclusive fazer valer seu direto de não comprar seus produtos. Um dos meus mantras é: – O choro é livre.

    Eu tb não sou contra ficar rico com uma criação artística, eu diria que tenho uma ponta de inveja e admiração. Já o julgamento sobre critérios de qualidade é subjetivo e embora nem sempre altas vendas sinalizem qualidade, são sempre um bom indicador, principalmente para o mercado. Nem sempre o criador de um best-seller acerta, mas errar faz parte e se manter no mercado é fundamental.

    Abs!

  6. Alex

    Tá boa a conversa, tirando a parte que vc me chamou de estúpido…
    Só gostaria de comentar a parte que vc disse que a “Princesa e o Robô” já parte de uma imitação. Mas o que contou no projeto é que os caras lançaram um longa metragem animado sem Flash e outras baboseiras tec que existem hoje em dia e fazem de qualquer micreiro um “artista”.
    Se formos levar a parte da imitação ao pé da letra, o Maurício vai se sujar muito mais. Vc já se perguntou porque uma criação de extraordinário sucesso no Brasil como a Turma da Mônica não faz sucesso no resto do mundo, como um Garfield ou o Snoopy, Smurfs da vida? É que a Mõnica é uma CÓPIA descarada em sem pudor da Little Lulu, assim como o Cebolinha é o Bolinha. Até as roupas são idênticas! Não tem como investir em algo como a Turma da Mônica na Europa, por exemplo. TODO mundo lá conhece a Little Lulu, e ninguém iria engolir uma cópia tão evidente. Sem contar o Penadinho/Gasparzinho, o Cascão/Chiqueirinho (Peanuts). Toda a moral do Maurício já cai por terra apenas nessa situação.
    E ele continua imitando….

    • Não chamei ninguém de estúpido. Vou explicar bem explicadinho.
      Existe a diferença entre opinião (subjetivo) e fato (real).

      Falei de uma atitude estúpida e não de uma pessoa em particular. Fato: um esporte não prejudica a compreensão da nação dos problemas reais. Fato: o futebol é o esporte mais praticado no mundo e nem por isso as guerras, as revoluções, as manifestações acabaram.

      Se tu acredita que a Mônica é cópia da Luluzinha, (assim como outros personagens), ou que a tecnologia prejudica o mercado, sem problemas, mas é a tua opinião, diga-se, muito particular, não é um fato.
      Acho (opinião) que a Turma da Mônica não faz sucesso no exterior porque ela dialoga prioritariamente com o leitor brasileiro, que é diferente do restante do mundo. O foco dos personagens não é mercado exterior. Existem coisas intraduzíveis, piadas, personagens etc. Por serem originais, não fazem sentido no exterior, são extremamente brasileiros. Mas não custa de lembrar que a Turma da Mônica já foi publicada em outros países.

      Enfim, como eu não pretendo te convencer e tu não vai mudar minha opinião (nem os fatos), encerro te dando uma coisa para pensar: se o Maurício de Sousa fizer sucesso em todo mundo, onde ele vai passar as férias? ;-)

      Abraço!

  7. Alex

    Os Simpsons fazem sucesso no universo inteiro falando EXCLUSIVAMENTE sobre os americanos e para os americanos. Todos os personagens de mangá que fazem sucesso no mundo todo tem linguagem dirigida apenas para o povo japonês.

    E o Piteco é cópia do Brucutu (havia me esquecido desse).

  8. Júlia

    Eu acho os gibis da turma da Monica ótimos,Principalmente da Turma da Monica Jovem…

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