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Crítica: Revista Neymar Jr. dá saudade de Pelezinho

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Pouco mais de um mês após a chegada da primeira edição de Neymar Jr. às bancas, o atacante trocou o Brasil pela Espanha e foi jogar no Barcelona.

Difícil saber o quanto a ausência vai afetar sua visibilidade e as vendas do projeto da Mauricio de Sousa Produções. Mas isso é detalhe: o gibi tem seus próprios problemas.

A primeira história é totalmente dispensável tendo em vista a popularidade de Neymar. Mas vá lá, como personagem ele precisa ser apresentado. São dispensadas 14 páginas para falar sobre seu “talento” e mostrar a relação do jogador, com 10 anos de idade nesta versão, com a família.

Nas demais histórias, o roteiro corre mais solto, mas falta o principal: humor e, principalmente, carisma ao personagem.

Desde os primeiros anúncios da revista Neymar Jr. já se falava que a família, importante para ele na vida real, teria peso na versão quadrinhizada. Das oito histórias do número 1 (contando a apresentação e a tira final), em apenas uma ele brinca um amigo; em duas, sozinho. Nas restantes, a aventura conta exclusivamente com o pai, a mãe ou a irmã.

Um dos grandes trunfos da saudosa revista Pelezinho – que para alegria dos leitores veteranos voltou a ser publicada no ano passado – era um núcleo de coadjuvantes fortes.

Quem viveu aquela época lembra-se da boca-suja de Canabraba, dos quibes duros de Samira, dos micos do Frangão, do cão bom-de-bola Rex, do invejoso João Balão. O amigo que participa da única história de Neymar Jr. 1 nem nome recebeu.

Pelezinho tinha algumas marcas registradas: a mania de não levar desaforo pra casa, o drible certeiro, o chute forte que colocava bolas em órbita. O pano de fundo das aventuras era quase sempre uma pelada com os amigos.

Tomando como base esta primeira edição, as histórias de Neymar Jr. investem somente no “talento” de protagonista, seu gosto por futebol e um certo ar inocente.

É muito provável que a revista se converta em mais um sucesso editorial de Mauricio de Sousa. O estúdio conta com profissionais talentosos e é inegável a popularidade do jogador junto às crianças – o público prioritário. Sua ida para o Barcelona no final das contas pode ter sido um bom negócio para a venda do gibi no exterior.

Fica a torcida para que a equipe criativa corrija alguns erros de percurso. Como toda criança, o pequeno Neymar precisa de amigos. Como toda boa história, os personagens precisam ter personalidade própria, marcante. A começar pelo próprio protagonista.

Por enquanto, o único efeito que Neymar Jr. provoca é saudade do Pelezinho.

Comentários

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3 Comments

  1. Porra, Jota, comparar o Neymar com o Messinho já é sacanagem, imagine então com o Pelezinho! ;)

    Pergunte ao meu futuro genro que ele vai te dar todas as dicas ahaha ;)

    Abs!

  2. Gostava muito do Pelezinho, tinha até seu almanaque. Vi essa revista na banca e nem passei perto… sempre dou um folheada nessas empreitadas da MS (inclusive comprei a do casamento da mônica e cebolinha e parece que aprenderam direitinho com o Quesada) mas dessa passei bem longe mesmo, igual a do ronaldinho de tempos atrás.

  3. lindossssssssssss

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