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Crítica: Animação Superman: Unbound decepciona

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A mais recente animação da Warner/DC tem lançamento previsto para 7 de maio nos Estados Unidos, mas, como sempre acontece nesses casos, já pode ser encontrada para download na internet.

Superman: Unbound adapta o arco de histórias Superman: Brainiac, publicado em 2008 nas edições 866 a 870 da revista Action Comics (por aqui saiu no ano seguinte, pela Panini, em Superman 80 e 81). O roteiro original é de Geoff Johns e a arte, de Gary Frank.

A trama mostra em flashback como Brainiac, um alienígena dotado de inteligência superpoderosa, atacou o planeta natal do Superman, Krypton, e abduziu a cidade de Kandor.

Quando um robô batedor de Brainiac chega à Terra, Supergirl, que foi testemunha do assalto a Krypton, percebe que o planeta pode sofrer o mesmo fim. Superman decide antecipar-se e enfrentar o alienígena.

O confronto entre os dois têm várias idas e vindas, com cada um vencendo uma batalha. Brainiac finalmente chega ao nosso planeta e captura a cidade de Metrópolis. O amor por Lois Lane dá forças ao Superman para reagir e enfrentar Brainiac mais uma vez, enquanto Supergirl tenta interceptar uma bomba que segue em direção ao Sol.

No final, Brainiac é derrotado não pela força bruta, mas ao ser forçado a entrar em contato com a vida caótica da Natureza. Metrópolis volta a seu lugar e Kandor é levada a um planeta iluminado por um sol vermelho, assim como era Krypton.

A animação é quase uma transcrição liberal da história original. Ainda assim, não consegue transmitir a mesma carga dramática. Talvez porque o roteiro de Bob Goodman dê atenção demasiada ao trauma da Supergirl ou às discussões do casal de namorados Lois e Superman – passagens que na HQ são apenas periféricas.

Ao fazer isso, a animação deixa de fora o fato mais significativo do arco Brainiac: o estabelecimento de Kandor na própria Terra e os problemas causados por 100 mil novos seres superpoderosos no planeta – o que, nos quadrinhos, desembocou no arco Nova Krypton e numa das melhores fases do Superman nos últimos anos.

Ou talvez a culpa seja da arte. Diferentemente das animações anteriores em que o visual tenta emular o traço do artista original, nesta a Warner fez uma opção deliberada pelo estilo anime – justo nesta que conta com a arte fantástica de Gary Frank!

Isto fica evidente não só na caracterização dos personagens, com seus olhos grandes e anatomia esquálida, mas também em algumas cenas de ação.

Superman: Unbound conta com a mesma equipe competente das animações anteriores: Sam Register, Alan Burnett, James Tucker, Andrea Romano – a exceção é Bruce Timm, provavelmente ocupado com a série de TV do Lanterna Verde.

Curiosamente, a produção ainda é atribuída à Warner Premiere, divisão do conglomerado responsável pelo lançamento das animações em DVD e Blu-Ray e que teve seu fechamento anunciado em agosto do ano passado.

Comentários

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2 Comments

  1. Jefferson

    Bem, eu não li os quadrinhos. Mas como as opiniões divergem, na minha opinião, esse foi o melhor longa animado do Superman q já assisti! E olha q já assisti a todos!!! =)

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