Se o leitor for minimamente interessado por jazz, certamente assistiu ao filme Bird, dirigido por Clint Eastwood em 1988 e magistralmente estrelado por Forest Whitaker.

Muito antes disso, em 1959, Julio Cortázar, um dos grandes expoentes da literatura latino-americana do século passado, fez seu próprio tributo ao saxofonista Charlie Parker no conto O Perseguidor.

É esta obra que a Cosas Naify acaba de lançar no Brasil numa versão ilustrada pelo argentino José Muñoz. A trama gira em torno dos últimos dias da vida de Johnny Carter, um saxofonista que transita entre a lucidez e a autodestruição, a arte e o alcoolismo, a virtuosidade e o vício.

Johnny Carter representa Charlie Parker, morto em 1955 aos 34 anos, e muitos outros mestres do jazz que tiveram a carreira interrompida precocemente pelo uso de drogas.

A Cosac Naify manteve a tradução de Sebastião Uchôa Leite numa edição de capa dura bastante caprichada. Altamente recomendado para os amantes da literatura e da boa música.

O Perseguidor tem 96 páginas e preço de R$ 43.

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