Incensado pelos novos leitores de quadrinhos, o roteirista britânico tem uma carreira que mistura momentos de genialidade com verdadeiras bombas. Entre os muitos exemplos da primeira categoria está Grandes Astros: Superman; entre os muitos da segunda, a chatíssima série Crise Final.

Morrison tem também a capacidade de passar por um grande babaca sem fazer muito esforço – digo isso por conta de suas recentes declarações sobre a sexualidade do Batman (pior ainda a grande imprensa tratar uma opinião pessoal como verdade absoluta – mas isso já é outra história).

Seja como for, não se pode negar que Morrison conhece seu ofício. Seus melhores trabalhos são cheios de referências a períodos clássicos dos quadrinhos o que denota, no mínimo, preocupação com a pesquisa.

Os fãs brasileiros ganham agora a oportunidade de conhecer em profundidade o pensamento do escritor britânico em relação aos super-heróis. A Editora Seoman está trazendo para o Brasil Superdeuses (Supergods: What Masked Vigilantes, Miraculous Mutants and a Sun God from Smallville Can Teach Us About Being Human, no original).

No livro, lançado originalmente em 2011, Morrison analisa a trajetória editorial dos superseres desde 1936, desde medalhões como Batman, Superman e X-Men, até obscuros vigilantes mascarados, passeando pelas diferentes Eras dos quadrinhos.

Para o autor, os super-heróis de papel são representações arquetípicas, importantes como produto cultural e fonte de influência na vida dos seres humanos.

Superdeuses é um tijolo de quase 500 páginas, tem formato 16 x 23 cm e preço de R$ 59,90. Vou conferir e posto minha opinião sobre o livro depois.

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