A fim de “celebrar a amizade”, os jovens de Liberta decidem encenar uma peça de teatro com algumas passagens da infância.

Este é o pretexto para que a edição 33 de Luluzinha Teen e sua turma, nas bancas desde o mês passado, venha com nove páginas da série clássica. A arte, neste caso, é a original de Marjorie Henderson.

A Pixel, que desenvolveu com exclusividade no Brasil a versão teen dos personagens, passou a publicar há menos de um ano revistas em formatinho da Luluzinha e Bolinha com histórias clássicas.

Sem tirar o mérito da homenagem, pode haver neste crossover a intenção de demonstrar a algum leitor desavisado que Luluzinha Teen é uma evolução dos personagens criados em 1935 e de grande sucesso nas décadas seguintes. Ou mesmo de atrair leitores de uma publicação da editora para outra.

A história obviamente progride para aquele tipo de drama típico de revistas pré-adolecentes: há brigas, decepções, reconciliações e um surpreendente beijo final entre Bola e Glorinha.

A trama é parcialmente concluída na edição seguinte, com mais uma dose de ciúmes, incertezas e discussões sobre o verdadeiro valor da amizade. Também nesta edição, a 34, há uma breve menção à fase clássica. Só que, neste caso, as duas páginas foram produzidas pela mesma equipe de artistas da revista teen.

Luluzinha Teen e sua turma é uma boa sacada da Pixel. Os roteiros e arte em “estilo mangá” são adequados ao público alvo e a publicação ainda permite a interatividade com leitores por meio de um blog e de perfis dos personagens no Twitter.

O único problema é que, diferentemente da Turma da Mônica Jovem, a versão jovem da Luluzinha e seus amigos não remete imediatamente às criações de Marge. Estas duas edições talvez consigam deixar esta relação mais clara na cabeça dos leitores.

Luluzinha Teen e sua turma tem periodicidade mensal, 98 páginas, capa colorida e miolo preto e branco (com exceção de algumas páginas coloridas) e custa R$ 6,40.

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