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Crítica: Boy Wonder – Kick-Ass levado a sério

O que aconteceria se uma pessoal normal, no mundo real, decidisse se tornar um vigilante mascarado? Certamente o leitor já viu esta premissa nos filmes Kick-Ass e Super. Só que, em Boy Wonder, a coisa ficou séria.

Escrito, dirigido e produzido por Michael Morrissey, o filme é de 2010, passou por alguns festivais e pouquíssimas salas de exibição nos Estados Unidos e, salvo engano, nem chegou a ser distribuído no Brasil.

Ao contrário dos dois outros filmes, em que os protagonistas chegam ao cúmulo de vestir fantasias para combater o crime, Boy Wonder é, digamos assim, mais realista – sem, no entanto, deixar de flertar com os quadrinhos do gênero. A começar pelo título, que pode ser lido como uma referência ao apelido “menino prodígio” do personagem Robin.

Quando criança, o jovem Sean Donovan, interpretado por Caleb Steinmeyer (de pequenas aparições nos seriados Lost, True Blood e Veronica Mars), presenciou o assassinato da mãe num assalto (Batman?) e terminou de ser criado pelo pai ex-pugilista e bêbado (Demolidor?).

O trauma deixou o garoto obcecado em descobrir a identidade do assassino e, por isso, foi “adotado” por um policial de Nova York, que o deixou acessar os arquivos do caso.

Nos anos que se seguem, enquanto se aprofunda nos estudos e evita qualquer contato social, Sean desenvolve um apurado senso investigativo e treina seu corpo para se tornar uma máquina de combate (Batman e Demolidor, de novo).

Porém, no “mundo real” de Boy Wonder, Sean não pode contar com uma fortuna para bancar armas sofisticadas nem com sentidos superaguçados. Movido apenas pela vontade férrea e senso de justiça, o jovem decide sair às ruas para punir, de forma cabal, supostos assassinos de crianças que escaparam do sistema legal.

No caminho, ele não deixa de aplicar corretivos num colega machão e num mendigo maluco.

Sean recebe, inclusive, seu “comissário Gordon”, uma jovem detetive da seção de Homicídios da polícia de Nova York com seus próprios problemas de adaptação. Mulher e latina, Teresa Ames (Zulay Henao) ganhou projeção ao prender um chefão do crime organizado prestes a se livrar da pena.

O passado traumatizante de Sean e sua personalidade reclusa atraem a atenção da policial e ela não demora em fazer a conexão com o misterioso assassino de malfeitores.

À medida que o assassinato da mãe de Sean vai se desvendando, cresce a relação entre ele e Teresa, e todas as pontas soltas convergem para um final surpreendente.

Boy Wonder é um ótimo filme, ainda mais para os leitores de quadrinhos, que verão algo além sobre uma trama de vingança. Recomendado.

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  1. Filmão mesmo, show de bola, ótima atuação de Caleb Steinmeyer, sem falar na deusa que contracena com ele, essa latina maravilhosa em que ainda não tinha visto filmes com ela.

    Filmão mesmo, show de bola, ótima atuação de Caleb Steinmeyer, sem falar na deusa que contracena com ele, essa latina maravilhosa em que ainda não tinha visto filmes com ela.

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