Apesar da falta que os fãs ainda sentem das publicações de luxo Biblioteca Histórica Marvel e DC Crônicas, a editora vem colocando nas bancas alguns bons títulos com mesmo acabamento e preço bem mais acessível.

É o caso dos encadernados Justiceiro – Bem Vindo ao Bayou (156 páginas, R$ 17,90) e Homem-Aranha Noir – A Face Oculta (108 páginas, R$ 19,90). A Panini tem conseguido viabilizar economicamente este tipo de produto com capa dura e papel couché graças a um sistema de produção fora do País (Indonésia e China) e aumento das tiragens. Bom para os leitores.

O livro do Justiceiro já é o terceiro nesta linha, antecedido por 6 Horas para Matar e As Meninas de Vestido Branco, ambos no ano passado e com o mesmo acabamento de luxo.

A trama, publicada originalmente nas últimas edições do título americano The Punisher: Frank Castle Max, no final de 2009, lembra filmes de terror adolescentes da década de 1980, como Sexta-Feira 13 e O Massacre da Serra Elétrica.

A caminho de New Orleans para entregar uma “encomenda”, o Justiceiro não resiste a salvar dois jovens casais que caíram nas mãos de uma família de malucos canibais nos pântanos da Louisiana. A arte de Goran Parlov merece destaque. Em alguns momentos, seu traço limpo e seguro parece nem combinar com uma trama tão macabra.

Quem se desanimou com o morno primeiro volume de Homem-Aranha Noir, lançado em maio do ano passado, não precisa ter medo de se arriscar nesta sequência.

Enquanto o encadernado anterior não ia além de “mais uma origem de super-heróis num universo alternativo”, em A Face Oculta a mesma equipe criativa – David Hine, Fabrice Sapolsky e Carmine Di Giandomenico – desenvolveu uma trama mais adulta, que mistura elementos da infiltração nazista com o irredutível racismo da sociedade americana.

No meio disto tudo e de uma guerra pelo controle do crime organizado, o jovem herói precisa enfrentar as novas e assustadoras versões dos velhos inimigos Homem-Areia e Doutor Octopus.

Pela qualidade das histórias, ótimo acabamento, preço acessível e distribuição em bancas de jornais, são dois títulos que valem a pena adquirir.

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