O selo de quadrinhos da Companhia das Letras promete muitos e bons títulos para o ano novo.

Entre republicações e inéditos, o destaque vai para a produção nacional. No primeiro caso, a editora programou um clássico dos quadrinhos brasileiros: Avenida Paulista, de Luiz Gê, publicado originalmente em 1991 e que narra os 100 anos da famosa travessia de São Paulo.

Outras republicações são: Rê Bordosa Total, que reúne pela primeira vez num único livro todas as histórias da famosa personagem de Angeli; Três Amigos Completos, encadernado com as tiras produzidas por Angeli, Laerte e Glauco; e Diomedes, reunião de três trabalhos de Lourenço Mutarelli: A Soma de Tudo, O Dobro de Cinco e O Rei do Ponto, publicados originalmente pela Devir.

Angeli e Larte ganham também livros inéditos com publicação de suas tiras mais recentes: Lixos da História e Manual do Minotauro, respectivamente.

A Quadrinhos na Cia dá sequência à publicação de obras produzidas em conjunto por novos nomes do romance e dos quadrinhos. É o caso de Campo em Branco (Emílio Faria e DW Ribatski), Vishnu (José Ronaldo Bressane Júnior e Fábio Cobiaco), Guadalupe (Angélica Freitas e Odyr Fernando Bernardi da Silva) e A máquina de Goldberg (Vanessa Barbara e Fido Nestri).

Sem desmerecer todo o novo catálogo de autores brasileiros, a grande expectativa fica mesmo para dois badalados títulos internacionais que a editora vai trazer para o Brasil.

O primeiro é Wilson, de Daniel Clowes (Mundo Fantasma), previsto para março. O livro acompanha a vida do personagem título por décadas e é um interessante exercício narrativo, em formato de tiras de uma página, com sentido completo, e que vão formando o mosaico de um homem medíocre e reclamão.

O outro é Habibi, de Craig Thompson (Retalhos), livro com quase 700 páginas e que levou mais de seis anos para ser concluído. Habibi conta a história dos órfãos Dodola e Zam nos desertos do Oriente Médio e retrata os costumes das religiões islâmica, judaica e cristã.

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