A HQM não perdeu tempo. No rastro do sucesso da série de TV The Walking Dead, que reavivou o interesse do público em geral pelos zumbis, a editora lançou, somente neste ano, três encadernados do quadrinho no qual o programa é baseado – depois de um hiato de quase dois anos desde o último número.

Os Mortos-Vivos acompanha a luta de um grupo de sobreviventes ao apocalipse zumbi e explora os conflitos provocados pela convivência forçada, a escassez de recursos  e a iminência da morte.

Neste sétimo volume, o grupo volta a experimentar alguma sensação de segurança no presídio em que se abrigou, repassa os últimos e trágicos acontecimentos e se prepara para o nascimento do filho de seu líder, o policial Rick Grimes. Porém, a certeza de que sofrerão o ataque de um outro grupo de sobreviventes não permite que a felicidade seja completa.

É curioso notar o quanto o seriado vem se afastando dos quadrinhos. O “espírito” está todo lá – as dificuldades, os conflitos, a análise do comportamento humano numa situação limite.

Como toda adaptação, o programa de TV omite algumas passagens, cria outras e mudou significativamente a formação do grupo de sobreviventes – personagens importantes na série nem estão mais vivos na HQ.

Os puristas podem até se aborrecer com isso. Prefiro pensar que as mudanças duplicam o prazer de acompanhar uma boa história.

Os Mortos-Vivos 7 – Momentos de Calmaria reúne as edições originais 37 a 42 do título The Walking Dead, tem 148 páginas, formato 16,5 x 24 cm, capa colorida, miolo preto e branco e preço de R$ 32,90. O posfácio é do quadrinhista brasileiro Nestablo Ramos (Zoo).

 

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