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Restart da DC: “segundo round” começa bem

Chamada de “Semana 5” do novo Universo DC, a semana passada marcou a chegada da edição número 2 de parte dos 52 novos títulos que compõem o Restart da DC.

Da mesma forma que na “Semana 1”, Papo de Quadrinho se ateve a analisar duas revistas seminais da editora e da própria reformulação: Action Comics e Detective Comics.

Curiosamente, as duas parecem engrenar num caminho interessante…

Nunca é demais reforçar: há sérios spoilers nos parágrafos abaixo.

Passada a rejeição inicial às mudanças impressas ao Superman em início de carreira – rebelde, quase um fora-da-lei –, a proposta de Grant Morrison começa a ficar mais clara.

Lex Luthor e o General Ross na hesitam em torturar o recém capturado Superman sob alegação de que, como alienígena, ele não tem “direitos humanos”. O herói, porém, tem pleno domínio da situação e, no momento que julga adequado, consegue escapar com facilidade.

A história deixa pistas sobre a cronologia do Superman ao mostrar que a nave em que ele chegou à Terra é dotada de algum tipo de inteligência artificial e também ela está em poder de seus captores. Soma-se a isto a deixa para o surgimento das novas versões de dois inimigos clássicos do Superman: Metallo e Brainiac.

Assim como em Action Comics, Detective Comics se passa cinco anos antes da “atual” cronologia do novo Universo DC e mostra Batman em início de carreira.

A trama segue o tom sombrio do número 1 e exagera nas cores da violência. O vilão principal é Dollmaker – aparentemente nenhuma relação com seu homônimo no antigo universo -, um maníaco que gosta de transformar suas vítimas em bonecos.

No número anterior, ele já havia arrancado a pele da face do Coringa e, nesse, judiou bastante do Comissário Gordon. Os rostos cobertos de máscaras de gesso ou de pele humana da “família” de Dollmaker lembram o clássico filme de terror O Massacre da Serra Elétrica. Referência interessante.

Fora isso, a história tenta quebrar dois tabus do “antigo” universo DC: Bruce Wayne arruma tempo para se envolver romanticamente e o Comissário Gordon largou o vício do cigarro. Aparentemente, Tony Daniel conseguiu livrar-se da influência “Frank Miller” – e isso é bom.

No geral, a segunda edição de Action Comics e Detective Comics são agradáveis de se ler e reafirmam sua missão de reformular dois dos principais super-heróis dos quadrinhos.

Está na hora de baixar a guarda, entender este Restart da DC como um “pós-Crise nas Infinitas Terras” e aceitar a mudança – com a consciência de que não estamos mais nos anos 1980.

Comentários

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4 Comments

  1. Rafael

    Não havia necessidade desse rebbot pela editora, bastaria bons arcos de histórias,boa arte, e muito divertimento, no entanto, como o fato está consumado só nos resta aceitar essa nova era. É bom lembrar, que as histórias clássicas não se ´perderam, estão por ai, nos sebos, nas coleções, nos hds, e especialmente na memória dos fãs, de mais a mais, tal fato não é novidade na história do homem, o que é a bíblia além de uma mega saga recontando antigos contos babilônicos e introduzindo novos personagens e origens?

  2. Concordo com vc, o restart era desnecessário. Eu preferiria a criação de um universo alternativo, similar ao Ultimate da Marvel. Mas já que está aí, tenho visto algumas coisas que valem a pena, como a revista do Aquaman e do Superman.

    Abs

  3. BaHalus

    Eu discordo, achei o reboot bom e necessário. As inúmeras megassagas que tentaram realinhar a cronologia da DC desde Crise nas infinitas terras só fizeram deixar a cronologia mais e mais confusa. Essa mudança atual, até o presente momento, foi mais radical e acertada a meu ver.

    Só estou confuso com Lanterna Verde, que continua de onde parou. Não entendi onde as coisas se encaixam na nova cronologia. Acho que é esperar pra ver. A origem do Kyle como lanterna me deixou particularmente confuso. O que mudou nessa nova origem? Não percebi nada muito diferente. Ela se passa no momento presente da cronologia? Qual o evento que ocorreu com os guardiões? Foi o mesmo da antiga cronologia (Paralax)?

    • Não sei dizer. Eu não vinha acompanhando as HQs do Lanterna e não li todas HQs dele no Restart. Do pouco que vi de Hal Jordan na revista da Liga da Justiça, não gostei.

      Sobre o Restart em si, concordo que talvez fosse necessário e, sem dúvida, foi uma grande jogada da DC. Porém, não gostei de muita coisa que li. Muita coisa não mudou e muita mudou pra pior, na minha opinião.

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