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Turma da Mônica Jovem vende mais que Justice League 1

Essa foi ótima!

Mesmo antes de a Diamond Comics liberar suas estatísticas, no início desta semana, a DC Comics saiu alardeando que as 200 mil cópias vendidas faziam de Justice League 1, o pontapé do seu Restart, a revista em quadrinhos mais vendida do ano.

No mesmo dia, Rich Johnston, jornalista do site Bleeding Cool, contestou a afirmação argumentando que era necessário olhar para outros formatos (graphic novels, encadernados, HQs digitais) e países (França e Japão, por exemplo) – o que em nada diminui a excelente vendagem do título da DC.

Ontem (13), o jornalista publicou outra nota para se defender de críticas que sofreu pela contestação e reafirmou que, ainda que a definição de uma HQ se limitasse a uma revista impressa, com menos de 50 páginas, capa mole e grampeada, e com conteúdo exclusivamente de quadrinhos – ainda assim a declaração da DC não seria verdadeira.

E foi buscar o exemplo dentro do próprio continente americano: Turma da Mônica Jovem 34, a edição de junho, com o beijo de Mônica e Cebola na capa.

Johnston afirma que a revista vendeu 500 mil exemplares.

Por uma lado, é gratificante saber que uma HQ 100% brasileira não só é um fenômeno de vendas, como também é reconhecida pela imprensa especializada de outro país.

Por outro, fica a lembrança amarga de que, enquanto nos Estados Unidos os números de vendas são divulgados, tabulados, analisados, comparados, aqui permanecemos no escuro. Como Johnston conseguiu esta façanha, desconheço.

Comentários

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3 Comments

  1. Vinicius

    Putz, odeio essa TMJ, mas admiro que a vendagem esteja boa. Se bem que qualquer coisa adolescente hoje em dia tem vendas o suficiente pra ser um sucesso.

  2. BaHalus

    Cara, eu estou achando boa a TMJ sim. Eles escorregaram legal no início, mas parece que ouviram os leitores e ajeitaram logo as coisas ruins (Como anjinho ser chamado de céuboy, argh!). As atuais estão de boa qualidade sim (em minha opinião).

    Agora, alguém sabe me explicar porque isso de não divulgarem vendagem? A renda publicitária não se baseia nisso? É complicado isso.

    Muitas vezes rejeição de ideías dos leitores são baseadas em supostas vendagens baixas, mas ninguém tem ideia o quanto cada revista vendeu ou deixou de vender. Chato isso.

    • É um posicionamento estratégico da Panini. Muito provavelmente, eles abrem os números para o mercado publicitário e de licenciamento. Mas não pros leitores.

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