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Resenha: SUPER, o Kick-Ass da meia-idade

E do baixo orçamento. Essa é a melhor definição deste filme que passou praticamente despercebido, foi produzido com um orçamento irrisório de US$ 2,5 milhões e que nas oito semanas em que ficou em cartaz nos Estados Unidos, entre abril e maio deste ano, faturou a surpreendente bilheteria de US$ 324 milhões.

A trama: Frank (Rainn Wilson, do seriado televisivo The Office) é um cara comum, medíocre até, abandonado pela esposa Sarah (Liv Tyler, linda como sempre), que o troca pelo traficante Jacques (Kevin Bacon, canastrão como sempre).

Frank vai à forra contra a gangue de Jacques e, obviamente, leva a pior. Acreditando ter sido escolhido por Deus para combater o mal, ele costura uma fantasia ridícula, assume o nome do herói Crimson Bolt e sai às ruas para fazer justiça. Sem treinamento, poderes ou armas, é claro que ele leva a pior de novo.

Eis que entra em cena Libby (Ellen Page), a balconista de uma comic shop que apresenta Frank ao mundo dos heróis sem superpoderes dos quadrinhos. Agora sim: de posse de sua “chave-inglesa da verdade”, Crimson volta às ruas para abrir cabeças e fazer valer seu senso de justiça.

Não tarda para que Frank se meta com vilões de verdade – a turma de Jacques – e por pouco não entre numa fria. Ele pede socorro a Libby que, em troca, exige ser aceita como sua parceira-mirim, Boltie.

Super é, ao mesmo tempo, uma paródia e uma homenagem aos quadrinhos de super-heróis. Não faltam conversas nerds sobre este ou aquele personagem e algumas passagens carregam nas onomatopeias coloridas.

Crimson Bolt carrega a tradição dos heróis urbanos e preza mais o “certo” que o “legal” – e, no rosário de Frank, até quem fura a fila do cinema merece ter a cabeça aberta por sua chave-inglesa.

Rainn Wilson desenvolve muito bem seu personagem, desde o marido abandonado até o herói reconhecido nas ruas. Super mostra que de boas intenções o inferno está cheio, e que apenas motivação e um porrete não fazem um super-herói. Alguém sempre acaba se ferindo de verdade.

O maior destaque vai para Ellen Page. Ela brilhou recentemente em A Origem e fez sua incursão pelo gênero super-heróico como a Kitty Pride de X-Men: O Confronto Final. Em Super, ela revisita a personalidade de seu primeiro papel de destaque no cinema, a garota Hayley, de Menina Má.com ao promover aquela mistura de inocência pueril, sensualidade e uma boa dose de crueldade.

O filme é classificado como comédia, mas tem um gosto amargo. Pode-se até dizer que o final é feliz, e é; mas não do jeito que você imagina.

Comentários

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1 Comment

  1. Alex

    He, quem dera o Super tivesse rendido mais que o Cavaleiro das Trevas Ressurge (mereceria, já que é um filme melhor), mas ele fez apenas US$ 370.000

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