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Papo de Quadrinho viu: X-Men: Primeira Classe

A convite da Fox, este editor assistiu ao filme numa exibição exclusiva para jornalistas.

Antes de mais nada, é preciso que se diga que X-Men: Primeira Classe, com estreia programada para 3 de junho, não segue a cronologia dos heróis mutantes nos quadrinhos.

Se o leitor já está familiarizado com a cronologia estabelecida nos quatro filmes anteriores da franquia, então isso não será um problema, pois é a esta que o novo filme presta reverência.

X-Men: Primeira Classe mostra os fatos que antecederam a formação da equipe de super-heróis mutantes. A história começa bem antes, na década de 1940, quando os protagonistas – Charles Xavier e Erik Lehnsherr – são crianças descobrindo as consequências da mutação que concede super-poderes aos humanos – ou, se preferir, ao novo estágio evolutivo da Humanidade.

Os anos passam e enquanto Xavier estuda o fenômeno e desenvolve seu ideal de convivência pacífica, Erik viaja o mundo atrás de vingança contra o nazista assassino de seus pais, Sebastian Shaw. Este inimigo comum fará com que o caminho de ambos se cruze e cria as condições para uma forte amizade.

O filme acerta logo de início ao reproduzir a abertura de X-Men, o filme de 2000, com a trágica separação do menino Erik de seus pais em pleno holocausto nazista.

Continua acertando ao fazer um paralelo do desenvolvimento dos dois personagens principais e justificar os motivos que os levariam, no futuro, a seguir caminhos tão distintos.

X-Men: Primeira Classe é um filme de super-heróis que não se parece com tal. E isso não é demérito.

Lembra mais um filme de espionagem. O roteiro prioriza as intrigas internacionais, o clima da Guerra Fria e missões secretas, em detrimento da ação.

As cenas de lutas são poucas e boas, mas nada espetaculares. O que poderia parecer um defeito está completamente adequado à opção dos produtores por um roteiro inteligente, adulto e dramático.

O filme tem sua cota de momentos divertidos e “super-heroicos”, especialmente na sequência de treinamento dos jovens mutantes Destrutor, Banshee, Fera, Mística, Angel e Darwin.

Os fãs de quadrinhos também vão captar algumas gags, como a vaidade do jovem Xavier com seus cabelos. E a última aparição de Erik, já como Magneto, presta uma homenagem a estes fãs.

Que elenco!

De todas as qualidades de X-Men: Primeira Classe, a mais espetacular é o elenco. Michael Fassbender, como Erik, acaba se destacando em virtude da profundidade dramática de seu personagem. James McAvoy, por sua vez, segura muito bem a personalidade forte, porém tolerante e compreensiva, do jovem Xavier.

Mas é na química entre os dois que o filme cresce. Fica absolutamente claro de onde nasceu o respeito e amizade entre o Professor X e Magneto explorada nos filmes anteriores dos X-Men.

O mesmo elogio vale para os jovens atores Nicholas Hoult (Fera), Caleb Landry Jones (Banshee), Jennifer Lawrence (Mística), Lucas Till (Destrutor), a estonteante January Jones (Emma Frost) e todo o elenco de apoio. Até Kevin Bacon, quem diria, surpreende em sua canastrice como Sebastian Shaw.

O novo filme serve para ampliar a galeria de personagens da “família X” no cinema – de velhos conhecidos como William Strycker, o vilão de X-Men 2, à estreia de Moira McTaggert, agente da CIA e futura aliada dos mutantes. Introduz, também, personagens dos quadrinhos menos conhecidos do grande público: Azazel, Maré Selvagem e Darwin.

 

Aviso de spoiler .

Alguns sites especializados já anteciparam a breve brincadeira que aparece no filme, mas como nem todo mundo costuma acompanhar estas notícias, continue lendo apenas se não se importar de perder a surpresa.

Na sequência em que Xavier e Erik estão percorrendo o mundo para recrutar mutantes, deparam-se com ninguém menos que Wolverine, interpretado pelo próprio Hugh Jackman, num balcão de bar. Eles educadamente se apresentam e recebem como resposta: “Vão se ferrar!”. Nessa hora, o cinema quase vem abaixo.

Comentários

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2 Comments

  1. Andre Moritz Bufrem

    Que beleza dde resenha! estou muito ansiosos e otimista com o filme. Ouvi a resenha em audio também. Muito legal.

  2. Obrigado, André. Depois diga o que achou do filme.

    Abs

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