John Constantine é um mago que ocupa um lugar de destaque na galeria dos maiores canalhas e anti-heróis do quadrinhos.

Não cansa de fazer sucesso e ter boas histórias lançadas desde que foi criado por Alan Moore em 1985, como um coadjuvante para o Monstro do Pântano; um mago com a aparência do cantor Sting e fumante inveterado.

Desde sua primeira aparição (Monstro do Pântano 37) até hoje, suas agruras e maldições são inversamente proporcionais a seu grande sucesso de crítica e público, o que já lhe rendeu até uma adaptação para o cinema e para os games em 2005.

Comemorando o aniversário de 25 anos de sua chegadas às HQs, Constantine aparece nas bancas brasucas em “Pandemônio”, uma história do roteirista original (praticamente um cocriador) Jamie Delano e a arte sofisticada do desenhista Jock.

O volume encadernado traz uma história completa, em que Constantine se vê preso à enigmática figura de uma mulher vestindo uma burca (vestimenta tradicional que cobre completamente o corpo) que o leva ao roubo de um artefato sumério e, posteriormente, ao caos do campo de batalha no Iraque e seus antigos deuses que pareciam esquecidos.

Densa e chocante, o conflito místico sai dos submundos de Londres e chega ao deserto em guerra, com seu moedor de carne infernal.

Uma guerra é um jogo imprevisível. E jogar faz parte da própria humanidade e da vida de Constantine. Por isso, a guerra do Iraque e a ofensiva militar contra células terroristas serve de pano de fundo para fazer uma ligação entre os horrores da batalha moderna e a trilha de sangue que faz parte da vida de Constantine, com suas intersecções malditas e sua luta contra as forças abissais.

Hellblazer: Pandemônio (Panini) tem 132 páginas impressas em papel LWC com lombada quadrada e custa R$ 19,90. Vale o investimento!

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