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PERIFACON ESTREIA NOVA PROGRAMAÇÃO 100% VIRTUAL E GRATUITA

A PerifaCon, a primeira comic con das favelas, lança o festival PerifaCon, Brotando nas Redes e promove três dias de programação nerd, geek e pop inteiramente gratuita e aberta ao público nas redes sociais, nos dias 26, 27, e 28 de março. Em formato gravado e ‘live’, Brotando nas Redes reúne painéis temáticos, ciclo de formação para quadrinistas e ilustradores e um concurso de cosplay dedicado à comunidade negra, no qual os participantes devem se fantasiar e interpretar personagens da cultura pop. 

Após quase dois anos do sucesso da primeira edição da PerifaCon, que levou mais de 7 mil pessoas à Fábrica de Cultura do Capão Redondo, em São Paulo (na foto em destaque abaixo), o evento virtual PerifaCon, Brotando nas Redes responde ao chamado do público da comic con das favelas que gosta de maratonar séries e filmes, ouvir música, ler quadrinhos e mangás e compartilhar seus gostos e conhecimentos para promover o bem-estar coletivo e o crescimento de artistas da quebrada. A nova programação da PerifaCon chega para atender os interesses desse público e continuar enaltecendo a força da periferia no cenário nerd, geek e pop.

Saudades da PerifaCon presencial, né minha filha?

O projeto Narrativas Periféricas, parceria com a editora especializada em quadrinho Mino, e o Beco dos Artistas, espaço expositivo de ilustradores da primeira comic con das favelas em 2019, serviram de inspiração para o evento PerifaCon, Brotando nas Redes. O primeiro, realizou o sonho de quadrinistas periféricos de se lançarem no mercado editorial. E o ‘Beco’ trouxe visibilidade aos ilustradores da quebrada que depois fizeram trabalhos para marcas como Netflix e Méqui. 

O Brasil é um país diverso, mas a falta dessa diversidade nos espaços, inclusive o de quadrinhos, reproduz impedimentos sociais e raciais que fecham as portas para várias histórias que precisam ser contadas. “Fizémos da exclusão a motivação para criar a PerifaCon. Com o ‘Brotando’ queremos continuar incentivando a cultura nerd periférica e criando pontes entre os artistas e as marcas”, afirma Luíze Tavares, relações-públicas e uma das criadores da PerifaCon. 

Concurso de cosplay – Durante os três dias, simultaneamente à programação dos painéis temáticos com os quatro criadores da PerifaCon e do Ciclo Narrativas Periféricas de formação de quadrinistas e ilustradores, o evento PerifaCon, Brotando nas Redes realiza um concurso de cosplay voltado à comunidade negra, com premiação de R$ 1 mil reais para o cosplayer vencedor por voto popular no site do evento. “Cosplay é um entretenimento garantido em qualquer comic con, não podia faltar no ‘Brotando’. Este concurso tem ainda o objetivo de promover, valorizar e fortalecer a identidade e as manifestações de pessoas periféricas, negras e LGBTQI+ no universo do entretenimento nerd, geek e pop”, diz Gabrielly Oliveira, socióloga e uma das criadoras da PerifaCon. 

O evento PerifaCon, Brotando nas Redes tem realização do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa e acontece por meio da Lei Aldir Blanc. 

Serviço

Perifacon, Brotando nas Redes: Três dias de programação nerd geek e pop inteiramente gratuita e aberta ao público nas redes sociais, em formato ‘gravado’ e ‘live’, dividida em: painéis temáticos com convidados especiais, Ciclo Narrativas Periféricas de formação para quadrinistas e ilustradores e concurso de cosplay dedicado à comunidade negra, com premiação em dinheiro para o vencedor. 

Realização: 26, 27 e 28 de março de 2021, a partir das 18h

Onde: https://perifacon.com.br/brotando-nas-redes/ e YouTube da PerifaCon

Sobre a PerifaCon

A PerifaCon é uma marca e produtora cujo objetivo é a promoção e o desenvolvimento de cultura e entretenimento no segmento nerd, geek e pop nas periferias e favelas, além da visibilização de artistas por meio da organização, promoção e divulgação de eventos nas áreas artística e culturais, realização de produções audiovisuais e produção de cursos. A PerifaCon foi criada, em 2019, por Andreza Delgado, Gabrielly Oliveira, Igor Nogueira e Luíze Tavares. Attachments area

HQ plurilíngue retrata língua indígena de sinais de forma inédita

A história em quadrinhos produzida por Ivan de Souza retrata, de forma pioneira, a língua indígena de sinais utilizada pelos surdos da etnia terena. A obra tem o propósito fortalecer o reconhecimento e a preservação das línguas de sinais indígenas e é apresentada em formato plurilíngue, sinalizada também na Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

Sol: a pajé surda ou Séno Mókere Káxe Koixómuneti, em língua terena, conta a história de uma mulher indígena surda anciã chamada Káxe que exerce a função religiosa de pajé (Koixómuneti) em sua comunidade. Ao ser procurada para auxiliar em um parto e após pedir a benção dos ancestrais para o recém-nascido, o futuro do povo terena é revelado e transmitido a ela em sinais. “A história mostra um pouco da rica cultura desse povo, as situações, consequências e resistência após o contato com o povo branco”, revela Souza. 

O trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve início em 2017, quando o estudante pesquisava a história dos surdos no Paraná, na iniciação científica. Todo o processo teve acompanhamento de pesquisadoras que já desenvolviam atividades com os terena surdos, usuários da língua terena de sinais. A comunidade indígena também teve participação ativa no desenvolvimento e depois, na validação da obra junto ao seu povo. 

Souza e os especialistas que o auxiliaram no projeto também desenvolveram um sinalário, isto é, um registro em libras dos principais conceitos apresentados na narrativa visual e um glossário plurilíngue abrangendo palavras utilizadas no dia a dia da comunidade. “Levantamos os vocabulários que mais se repetiam e organizamos em uma planilha. Depois buscamos localizar os sinais já existentes em sites e aplicativos. Filmamos os sinais e disponibilizaremos esse material no YouTube, com o objetivo de expandir o conhecimento sobre as línguas sinalizadas e de minimizar a barreira linguística”, explica. 

De acordo com o autor, o trabalho tem relevância para os indígenas da comunidade terena e de outras etnias e para a sociedade em geral. “Esse é mais um material disponível para os terena ensinarem sua história de forma acessível a ouvintes e surdos. É importante também para mostrar à sociedade como existem povos, culturas, identidades e línguas diferentes no país. E que essa diversidade precisa ser respeitada, preservada e valorizada”.  

Ele pretende distribuir a HQ em escolas indígenas, com o objetivo de auxiliar o fortalecimento linguístico e de ressaltar a importância das línguas de sinais para essas comunidades.  O autor conta que uma das principais dificuldades que teve no desenvolvimento da obra foi estudar a religiosidade, as pinturas e as tradições da comunidade e que, apesar de enriquecedor, o processo foi desafiador e demandou muito esforço na transposição e no acompanhamento junto à ilustradora, Julia Alessandra Ponnick, que é acadêmica do curso de Design Gráfico da UFPR, autora, ilustradora e roteirista de histórias em quadrinhos.  

2021: O que vem por aí pela Editora Heroica

Depois de seu livro de estreia, O Império dos Gibis, a mais completa publicação sobre a história dos quadrinhos publicados pela Editora Abril, a Editora Heroica, de Manoel de Souza, deu início à coleção Grandes Revistas.

Cada edição traz os bastidores, entrevistas, curiosidades, galeria de capas e sinopse de algumas das revistas de super-heróis que mais marcaram os leitores.

É justamente a continuidade desta coleção o destaque entre os lançamentos da Heroica para 2021.

O ano começa com o dossiê Grandes Heróis Marvel, sexto e último volume da série dedicada às revistas da Marvel publicadas pela Abril.

Na sequência, a Heroica já lança a caixa com as seis edições:

1 – Capitão América (1979-1997)

2 – Heróis da TV (1979-1988)

3 – Superaventuras Marvel (1982-1997)

4 – Homem-Aranha (1983-2001)

5 – O Incrível Hulk (1983-1997)

6 – Grandes Heróis Marvel (1983-2001) 

A partir de março, começa a sair a leva de livros da coleção Grandes Revistas com foco nas publicações DC/Abril.

Assim como a anterior, esta também será lançada ao final no formato de caixa, com planos de concluir ainda em 2021.

7 – Super-Homem + Superman (1984-2002)

8 – Batman (1984-2002) 

9 – Heróis em Ação (1984-1985) + Superamigos (1985-1988)

10 – Os Novos Titãs (1986-1996)

11 – Super Powers (1986-1997)

12 – Liga da Justiça (1989-1994 e 2002)

Livros

Além de um adendo do livro O Império dos Gibis, focado no material visual da editora, a Heroica está trabalhando em mais dois livros para este ano: um sobre quadrinhos brasileiros modernos (do jornalista Heitor Pitombo) e outro com a “biografia” de outras editoras, como a Ebal (em parceria com Gonçalo Junior, da Editora Noir).

2021: O que vem por aí pela Geektopia

Desde sua criação, a Geektopia, braço de cultura pop do Grupo Novo Século, vem trazendo muito material interessante para o Brasil.

2021 será marcado pela continuidade de algumas séries que fazem parte do catálogo da editora e a estreia de Sonic. Confira

Archie Vol. 5

A modernização do clássico Archie é sucesso na TV e nos quadrinhos. Neste quinto volume, acompanhe os desdobramentos de Over The Edge: uma vida foi destruída, outra família foi dilacerada e apenas as crianças de Riverdale High podem salvar sua cidade da implosão.

O encadernado reúne as edições 23 a 27 da série regular publicada nos Estados Unidos.

The Wicked + The Divine vol. 5

Novo arco da série de Kieron Gillen e Jamie McKelvie! Uma HQ sexy, acelerada e libertadora, impulsionada pela cultura pop que reflete nosso tempo e revela questões atemporais.

A cada 90 anos, doze deuses do panteão reencarnam como jovens adultos. Eles são amados e odiados. Mas agora, o assassinato de alguns deles para evitar a chegada das forças das trevas tem sérias consequências.

Locke & Key Vol. 4: Keys to the Kingdom

Mais um sucesso na TV, este pela Netflix, a história da família que protege o segredo das chaves há gerações ganha mais um encadernado em quadrinhos no Brasil.

Com mais chaves se tornando conhecidas e as profundezas dos mistérios da família Locke em constante expansão, o desespero de Dodge para encerrar sua busca sombria leva os habitantes de Keyhouse para cada vez mais perto de uma conclusão reveladora.

De Volta para o Futuro vol. 3 – Quem é Marty McFly?

Outro destaque que a Geektopia trouxe para o País, a série de HQs de De Volta para o Futuro traz novos desdobramentos.

Quem é Marty McFly? É isso que Marty vem se perguntando, à medida que fica claro que suas memórias de infância não refletem o que de fato aconteceu em sua linha temporal. Como ele e o Doutor Brown podem consertar as coisas sem destruir o próprio tempo?

E mais: a história de Neddles! O que transformou esse garoto no encrenqueiro que todos conhecemos e desprezamos?

Escrito pelo cocriador/corroteirista Bob Gale e John Barber, com arte por Emma Vieceli.

Sonic the Hedgehog, Vol. 1: Fallout

Um dos lançamentos especiais da Geektopia em 2021 é a HQ Sonic the Hedgehog: Follout (IDW, 2018). A história apresenta a derrota do gênio do mal Dr. Eggman, mas o trabalho de Sonic ainda não acabou.

Após a última batalha épica, robôs desonestos continuam a atacar pequenas aldeias ao redor do mundo e, para ter sucesso, Sonic precisa da ajuda de seus amigos Tails, Knuckles e Amy, e de alguns novos e surpreendentes aliados.

2021: O que vem por aí pela Conrad

Em junho do ano passado, a Conrad deu início ao desafio de se reconstruir e recuperar o prestígio junto a uma nova geração de leitores.

Com novo gerenciamento editorial de Cassius Medauar (que retorna à editora depois de 17 anos) e consultoria de Guilherme Kroll (editor da Balão Editorial), a editora definiu alguns parâmetros para alcançar este objetivo: diversidade de gêneros, investimento em autores estrangeiros e brasileiros, publicação em formato online e impresso.

Com muita coisa já feita em apenas seis meses, a prévia de lançamentos da Conrad para 2021 é uma prova da seriedade com que a estratégia está em andamento. Confira:

Jack Kirby (de Tom Scioli)

Criador de alguns dos super-heróis e supervilões mais marcantes de todos os tempos, Jack Kirby foi muito mais do que rascunhos a lápis, designs bombásticos de personagens e ideias inovadoras.

Esta graphic novel biográfica inédita narra a vida do Rei dos Quadrinhos desde as ruas perigosas de Nova York na época da Depressão, passando pelos sangrentos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, até chegar ao escritório da Marvel, no qual a parceria criativa com Stan Lee produziu alguns dos quadrinhos mais influentes e memoráveis já vistos.

Fosse lutando contra os nazistas, assim como o Capitão América, ou lutando pelos direitos da imensa quantidade de trabalhos produzida por ele, Jack Kirby viveu uma vida tão extraordinária quanto a de seus personagens.

Lançamento em formato impresso e digital

Tangencias (de Miguelanxo Prado)

São oito histórias que mostram variações de relações sentimentais, tangenciais, imperfeitas e limitadas que chegam ao fim.

Eles são artistas, funcionários, profissionais, políticos… pessoas pertencentes a camadas mais ou menos abastadas da sociedade, para quem essas relações acabam em conflito com os seus próprios interesses e que, no final, não sabem, ou não querem, mantê-las.

Lançamento em formato impresso.

Digital e impresso

Mayara & Annabelle (de Pablo Casado e Talles Rodrigues)

Enquanto continuam com suas aventuras publicadas em capítulos semanais online, a dupla Mayara e Annabelle deve ganhar versão impressa em 2021, com formato e número de volumes a serem anunciados em breve.

Na trama, Mayara foi transferida da Secretaria de Atividades Fora do Comum de São Paulo para a Secretaria do Ceará, pois investigou algo que não devia. Annabelle, funcionária da SECAFC/CE, não se animou com essa novidade, e o atrito que surge quando ambas se conhecem é inevitável.

Porém, elas precisam deixar isso de lado e enfrentar uma ameaça não vista há quase vinte anos em Fortaleza. O trabalho destas duas jovens servidoras públicas é mandar de volta ao inferno demônios que estão perturbando a ordem pública ou coisa pior.

Sonhonauta (de Shun Izumi)

Da mesma forma, Sonhonauta segue com os capítulos semanais online e ganha volume único impresso em 2021.

Sinopse: Mendel é um homem que tem uma intensa relação com os seus sonhos, a ponto de ter suas próprias crenças sobre eles. Em um momento de sua vida, ele se aprofunda demais nessa relação.

Agora, se pergunta o que é sonho e o que é realidade. Mas uma dúvida ainda mais cruel o assola: qual deles é o mais importante?

O Último Detetive (de Geraldo Borges e Claudio Alvarez)

Após 20 anos, o detetive Joe Santos precisa voltar a investigar uma série de crimes que estão acontecendo na “Nova Amazônia”.

O que é esta estranha droga que proporciona incrível beleza física, prazer e uma morte dolorosa? Tudo indica que somente Santos poderá resolver o mistério.

Conseguirá o detetive solucionar de vez o caso que acabou com sua carreira, destruiu seu corpo e provocou a morte de seu parceiro?

Depois da publicação dos dois capítulos digitais, O Último Detetive vai virar encadernado impresso.

Em Ti Me Vejo (de Marília Marz e Regiane Braz)

Também lançada primeiro em capítulos mensais online, a HQ terá edição encadernada impressa em 2021.

Uma história sobre cabelo, mas, também uma de dor, encorajamento e busca, que traz em suas entranhas os reflexos e mazelas que o racismo e o processo de embranquecimento podem causar na saúde emocional, na formação da auto estima e na construção da identidade de uma mulher.

Edição única, exclusiva no formato digital

Primo (de Eduardo Medeiros)

Sinopse: Um controle de videogame, dois primos que não se falam e duas concunhadas com o papo para pôr em dia em um domingo de inverno em Porto Alegre.

Séries exclusivas no formato digital, em capítulos mensais

Maria Lua (de Ju Loyola)

A trama mostra a bruxinha Maria Lua e seus amigos Anna e Julio partindo em uma jornada pelas estrelas em busca de conhecimento e muitas aventuras.

Echoes parte 2 (de Eliana Oda)

Esta sequência tem ação, aventura, confrontos, encontros inesperados e muito mais ao lado de Machi, a herderia de Ikhael, e o jovem zanaki Veda.

Makai Mail parte 2 (Jayson Santos)

Makai é um lugar hostil dividido em reinos fechados após uma grande guerra. Para prover a comunicação entre estes reinos, uma empresa de correio chamada Makai Mail foi instituída.

Devi é o melhor entregador dessa empresa, e depois de uma complicada entrega, mais uma companheira se junta à empresa: a súcubo Lilly.

2021: O que vem por aí pela Editora Noir

Capa de Sick da Vida, coletânea de entrevistas do cartunista Henfil, programada pela Editora Noir para 2021

A Noir vem se destacando no mercado editorial pelo lançamento de ótimas biografias, livros ligados à cultura pop e quadrinhos.

Ninguém melhor para abrir a nossa prévia de lançamentos para 2021. Veja os lançamentos programados pela editora:

Sick da Vida – As grandes entrevistas de Henfil

Uma compilação das principais entrevistas de um dos maiores cartunistas brasileiros de todos os tempos e ícone da luta contra a ditadura e pela redemocratização.

O editor Gonçalo Junior passou 30 anos colecionando entrevistas e selecionou 20 delas para compor a obra, concedidas entre 1968 e 1987 em revistas como Ele Ela, Playboy, Bicho, Grilo, Versus, Homem e outras.

A publicação foi autorizada pelo filho de Henfil, Ivan Cosenza.

Rodolfo Zalla – O sentido de tudo 

Também de Gonçalo Junior, o livro é resultado de 16 conversas entre o autor e o biografado, num total de 32 horas.

A obra detalha a formação de Zalla no mercado editorial argentino, como ele profissionalizou o mercado de quadrinhos no Brasil e levou as HQs para a sala de aula.

Entre Ratos e Patos – A epopeia Disney pelo mundo

Segundo livro de Marcus Ramone pela Noir, um dos grandes memorialistas dos gibis no Brasil.

Nesta obra, o autor declara sua paixão pela turma Disney, com saborosas histórias de bastidores.

Nássara – O perfeito fazedor de arte

A Noir vai relançar a biografia do cartunista e compositor Nássara, da historiadora e pesquisadora Isabel Lustosa, lançada pela primeira vez em 1999 na coleção Perfis do Rio e atualmente esgotada.

A editora ainda estuda lançar uma nova biografia do pioneiro das HQs no Brasil, Angelo Agostini. Mais detalhes serão divulgados assim que estiverem disponíveis.

Anthony e Joe Russo falam sobre (quase) tudo na CCXP Worlds

Os irmãos Joe e Anthony Russo participaram na noite de sábado da Thunder Arena da CCXP Worlds, e durante a entrevista para Steven Weintraub, do site Collider, falaram sobre vários assuntos: projetos passados e futuros, a própria produtora, a experiência com o MCU (Universo Cinematográfico Marvel) e Chadwick Boseman.

Dentre os inúmeros projetos que os Brothers tocam para a TV e cinema, um deles é “Citadel”, para a Amazon, que começou a ser rodado recentemente. “Os roteiros são incríveis, estamos super felizes com essa produção”, anima-se Joe Russo. “É um mundo experimental que estamos criando, teremos um uma série principal e depois séries menores, que tiram o foco dessa principal e serão em línguas estrangeiras, com talentos locais. Estamos muito empolgados com as perspectivas do que podemos fazer nesses formatos transmídia, com diferentes concepções e novos conteúdos, para o futuro.”

Não podia faltar, claro, falar sobre a experiência no Marvel Studios, em que dirigiram alguns dos melhores filmes do MCU, em especial os dois mais recentes filmes dos Vingadores, “Guerra Infinita” e “Ultimato” – a maior bilheteria de todos os tempos -, e que permite a eles, agora, não só ter a própria produtora como trabalhar com novos talentos e investir em produções como “Resgate”, com Chris Hemsworth”, “Gray Man” com Chris Evans e o longa “Mosul”, entre outros.

“Nossa experiência com a Marvel foi incrível, não poderemos querer parceiros melhores. Foi uma experiência bem colaborativa, eles ficam muito felizes quando você apresenta algo na reunião que não se tinha pensado ainda. ‘Vai fundo no que te inspira, na história que você quer contar’”, elogia Anthony Russo.

No momento mais marcante da entrevista, Anthony Russo falou sobre o ator Chadwick Boseman, que interpretou o Pantera Negra em quatro filmes do MCU antes de morrer em 28 de agosto, aos 43 anos, devido a um câncer. Ele lembrou do trabalho que Chadwick teve para construir o sotaque para o príncipe T’Challa, a ponto de passar todo o período das gravações de “Capitão América: Guerra Civil”, falando como o herói mesmo longe das câmeras.

“É admirável quando você encontra alguém que se entrega tanto e, ao ver isso na tela, você sente algo diferente quando vê aquela atuação. Ele era uma grande inspiração, uma pessoa incrível e um grande artista”, afirma.

“Fico muito grato pelo tempo que tivemos com ele, que sempre foi muito dedicado e íntegro. (Chadwick) era um grande ator, mas era também um cineasta, que entendia o cinema, de narrativa. E a maneira com que lidou com sua doença foi tão corajosa, um exemplo de integridade, porque colocou de lado a sua preocupação pessoal pelo que ele sabia que era um momento histórico.”

Quanto aos próximos projetos na direção, Joe e Anthony Russo preferiram não revelar o que vem por aí, mas com certeza haverá alguma novidade após “Gray Man”.

JM DeMatteis e Jon J. Muth relembram “Moonshadow” na CCXP Worlds

Dois grandes nomes da nona arte participaram na tarde deste sábado da CCXP Worlds, na Artist’s Valley. O roteirista JM DeMatteis e o ilustrador Jon J. Mutt chegaram na área para conversar com o jornalista Roberto Sadovski sobre “Moonshadow”, clássica HQ lançada em 1989 e que foi republicada no Brasil pela Pipoca e Nanquim.

A dupla comentou sobre o trabalho, a repercussão na época, os elogios e as críticas de quem se chocou com o tema adulto da história, que misturava política, religião, filosofia, sexo, amor, guerra, morte e vida com um visual deslumbrante, em ilustrações feitas com aquarela em uma arte refinada e uma narrativa gráfica diferenciada.

“Tivemos uma química artística”, relembra JM DeMatteis, que na época estava envolvido com outra HQ que se tornou clássica, a Liga da Justiça que tinha Batman, Besouro Azul, Guy Gardner e Gladiador Dourado, entre outros. “Houve uma troca entre nós. O que escrevia no argumento inspirava o Jon, que explodiu as barreiras na minha própria mente, por isso foi tão boa. Na época, não sabíamos que estávamos fazendo algo inédito, que foi além do mundo da Marvel e da DC Comics.”

Sobre fazer uma adaptação de “Moonshadow” para outra mídia, a exemplo do que tem sido feito com dezenas de personagens, séries e graphic novels, JM DeMatteis diz já ter sido questionado por fãs a respeito, mas acredita que a minissérie seria impossível de se adaptar tempos atrás. “Seria extremamente caro. Eu acho que no momento atual, sim, mas tenho que dizer que gostaria de ver uma animação para adultos, assim que gostaria de ver essa história ganhar vida na tela. Então, se alguém aí tiver milhões de dólares para gastar, com certeza a gente faz.”

A respeito da possibilidade de realizarem algo juntos novamente, Jon J. Muth lembrou do trabalho da dupla com o Surfista Prateado e que havia outras coisas que já poderiam ter realizado juntos. “Com certeza adoraria trabalhar novamente nessa dupla. Seria incrível, ele é um dos meus roteiristas prediletos, então é uma pergunta muito fácil.”

Neil Gaiman esbanja gentileza e simpatia na CCXP Worlds

 Neil Gaiman, escritor, gótico e criador do Sandman
Neil Gaiman, escritor, gótico e criador do Sandman

O escritor, roteirista e gente boa 4ever britânico Neil Gaiman participou na tarde desta sexta-feira da abertura da CCXP Worlds, maior evento de cultura pop, nerd e otras cositas más do Brasil. Em pouco mais de meia hora de entrevista por vídeo na Thunder Arena, Gaiman falou do legado de sua mais celebrada série em quadrinhos, “Sandman”, além da produção da versão para o streaming, que será lançada pela Netflix.

O autor inglês lembrou ainda da apresentação, na década passada, de um projeto para a Warner Bros. – e que foi rejeitado – de uma trilogia estrelada por Morpheus para o cinema, e o quanto a experiência nas produções de “American Gods” e “Good Omens” ajudou quando precisou lidar com as questões de orçamento nos episódios já gravados – e ainda por vir – de “Sandman”.

Sandman, o mestre dos sonhos – personagem icônico de Gaiman

Ainda houve tempo de falar sobre o Brasil e suas passagens por aqui. Logo no início da entrevista, Neil Gaiman lamentou não poder estar pessoalmente para bater papo e provar uma caipirinha, e mais para o final lembrou suas duas primeiras passagens por aqui, no final dos anos 90 e em 2002, quando encarou mais de dois mil fãs numa sessão de autógrafos em São Paulo e depois foi para a cidade de Paraty (RJ), onde participou da Flip.

Setor Industrial chega pelo selo Kong Comics

O roteirista Carlos Macedo e o desenhista Luan Zuchi informam que a HQ Bem- Vinda ao Setor Industrial está disponível gratuitamente em kongcomics.com. As cores da capa são de Luciana Lain.

A obra foi financiada através do edital FAC Digital RS, parceria entre o Pró-Cultura RS/FAC (Fundo de Apoio à Cultura) e a Universidade Feevale.

Ambientado em um futuro distópico, o quadrinho conta a história de Daiana, operária de uma fábrica de naves, tentando ajudar Rute, uma jovem que se perdeu enquanto visitava o planeta industrial. As diferenças entre as duas são apenas um dos obstáculos que elas encontrarão pelo caminho.

Os autores participarão de uma live de lançamento no dia 23 de setembro às 20 horas no BlogBuster. O bate papo terá mediação do roteirista de quadrinhos, Fabio Mesmo.

Para ler gratuitamente, clique aqui.

Sobre os autores:

Carlos Macedo é escritor, professor de inglês e tradutor. Formado em Letras, participa do Curso Livre de Formação de Escritores da Metamorfose. Estreou nos quadrinhos em 2019 com o Zine Relacionamento a Distância, em parceria com a Ilustradora Mariana Couto. Teve contos publicados nas coletâneas Pequenas Histórias de Porto Alegre, Halloween (ambas em 2019) e Diálogos (2020).

Luan Zuchi é quadrinista e ilustrador. Formado em Design, publica quadrinhos independentes desde 2013. Em parceria com o roteirista Luciano Ribeiro, publicou Comandante Key (Vol. 1, 2 e 3). Em Esperando o Mundo Mudar, ilustrou o roteiro de Guilherme Smee. Participou da HQ coletiva Lady Horror Show em 2016. Entre 2018 e 2020, atuou como ilustrador no jornal Pioneiro de Caxias do Sul.

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