25 » Andréia Tom
[estilista]

Com sua última coleção, lançada no formato de vídeoarte na galeria Mariana Moura, ela mostrou que as barreiras entre moda e arte se confundem. Se mixam, apenas, quando aquela é produzida em larga escala, coisa que o trabalho de Tom nem se aproxima. Seu estilo preza por roupas fechadas, isto é, cheia de botões e quase nenhum decote. Na cartela estão cinza, vinho, bege, verde e azul todos em algodão.


24 » Maria da Silva
[estilistas]

As amigas Rita Azevedo e Germana Valadares se conheceram no curso de arquitetura e logo se juntaram para formatar uma das grifes mais estilosas dos últimos anos. A primeira cuida das roupas e da modelagem. A outra das sandálias, acessórios, bolsas e colares. E confluem uma torrente visual que se expressa em estampas ora geométricas, ora arredondadas. Formas puras e muitas linhas.


23 » Daniel Ribeiro
[cineasta]
{ www.lacunafilmes.com.br/cafecomleite

O primeiro filme queer brasileiro a quebrar barreiras de gênero e alçar vôo além do circuito underground. O feito é do curta-metragista paulistano Daniel Ribeiro, que barganhou o Urso de Cristal no último Festival de Berlim com o sutil e afável Café com leite, um petardo soft gay que põe luz sobre as novas relações familiares, defendendo a afetividade entre irmãos e o homoerotismo sem hastear bandeiras e proselitismos. O trabalho só colhe elogios pelos festivais por onde passa, nos EUA, em Tiradentes (MG), Brasília e Recife. Este mês será exibido no Festival Guarnicê, no Ceará.


22 » Mallu Magalhães
[cantora folk]
{ www.myspace.com/mallumagalhaes

No ano passado, Mallu Magalhães viveu o melhor que o hype pôde lhe oferecer, usando apenas de um punhado de seis ou sete faixas demo divulgadas no seu MySpace. Catapultada de indie performática à musa do folk, a adolescente de 15 anos deu várias entrevistas, gravou clipe, participou de festivais e foi tema – hoje mais cansativo do que nunca – em conversas e discussões sobre música. O tamanho de auê necessário pra saber que, pelo menos até o lançamento do seu enfim disco, ainda vamos ouvir e ouvir falar muito de Mallu Magalhães.


21 » Raphael Salimena
[quadrinhista]
{ http://linhadotrem.blogspot.com

Jornalista por formação, ilustrador por profissão e quadrinhista por vocação, Raphael Saliema desponta entre os novos talentos dos quadrinhos brasileiros. Dono de tiras bem ácidas, que subverte ícones pessoais e produtos da cultura pop, Saliema chama a atenção pela intensa produção e atualização do seu blog, o linhadotrem.blogspot.com, indicado na categoria “web quadrinhos” do 20º Troféu HQ Mix.


20 » Do Amor
[Banda de rock]
{ www.myspace.com/doamor

A banda carioca Do Amor começou a carreira em 2006. Até o começo desse ano, contabilizavam menos de dez shows em sua carreira. Mas pra quem acha que estamos falando de amadores se engana. Gabriel Bubu, Gabriel Benjão, Marcelo Callado e Ricardo Dias já passaram por bandas de grandes nomes como Caetano Veloso, Jonas Sá e Nina Becker. Ganharam destaque no ““Humaitá Pra Peixe”, em que muitos apontaram o Do Amor como o melhor show do festival carioca desse ano. Misturando heavy metal e axé baiano, a banda mostra versatilidade e alimenta mais o essa nova e hypada tendêência que é o pós-tropicalismo.

19 » Coco Rocha
[modelo]
{ www.coco-rocha.com

Ela é uma das modelos mais bem quistas da atualidade e promete se converter em diva. Talvez muito mais que Zimmerman. Ela é dona de um rosto marcante e já trabalhou com todo mundo que importa de verdade.

18 » Julián Fuks
[escritor]

Tinha apenas 22 anos quando publicou seu primeiro livro, a coletânea de contos Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu, que, por um primeiro momento, causou um certo estupor em meio à crítica literária. O que faz um escritor tão jovem falar de sublimações e pequenas epifanias com tanta convicção? Em Histórias de literatura e cegueira (Borges, João Cabral e Joyce), o jornalista e escritor paulistano Julián Fuks, 26, estressa ainda mais a teia metafísica em busca de uma transcendência única e abstrata. Deixou o jornalismo (escrevia para a Folha de S. Paulo e a finada EntreLivros) e hoje se dedica à literatura (faz mestrado em literatura hispânica na USP). Fez (e deve fazer) muito bem.


17 » Daniel Bandeira
[cineasta]
{ www.portacurtas.com.br

“Para aqueles que enxergam o cinema como uma aventura emocionante de descoberta humana, Amigos de Risco é uma experiência inesquecível”. Palavras do visceral Carlos Reichenbach. Segundo ele, o filme de estréia do cineasta pernambucano, daniel Bandeira, 29, que concorreu no último festival de Brasília com nomes de peso como Laís Bodanzky e Júlio Bressane, remete Beto Brant, José Eduardo Belmonte…Wim Wenders. E, de fato, ADR é um cinema mais que autoral: sujo, urgente e pulsante. Um sopro no cinema brasileiro.


16 » Nash Layla
[atriz]

Nos sites e revistas especializados, só dá ela. Nash Laila, atriz pernambucana de anos, nunca havia feito cinema (só alguns trabalhos em teatro e TV no Recife), mas vem causando impacto com a interpretação de Jéssica, uma garota de programa de 14 anos, no novo filme de Paulo Caldas, Deserto Feliz – vencedor de seis prêmios no Festival de Gramado do ano passado. No filme, ela contracena com João Miguel, Peter Kenath, Hermila Guedes e Zezé Motta e, dizem os críticos, não faz feio. Eleita musa do Festival do Rio 2007, Nash ganhou recentemente o troféu de melhor atriz no 10º Festival de Cinema Brasileiro em Paris.


15 » Elisabeth Tavares
[estilista]

Ela é nova no pedaço e está organizando a grife MYPIANO que lança a primeira coleção até o começo do próximo semestre. Bete, como é conhecida no Recife, trabalha com as estampas e grafismos de três designer (Felipe Quérrette, Gustavo Gusmão e Raul Luna) em aplicações de estamparia em camisetas, objetos, lenços e peças bem diversas. A idéia é dar nova cara ao próprio conceito de camiseta em um estilo que preza, unicamente, pela urbanidade.


14 » Frances Peebles
[escritora]

Uma escritora pernambucana que mora em Chicago (EUA), escreve em inglês, debruça-se sobre um Nordeste retrô e mítico de cangaceiros nos anos 30 e se revela em histórias carregadas de afetividade e na riqueza da história oral. Frances de Pontes Peebles, 30, está com tudo (e com toda prosa). Faz seu début cheio de pompa em agosto nos EUA e no Brasil com seu romance The Seamstress, sob aval de Francis Ford Coppola e comparações lisonjeiras a Isabel Allende. É pra ficar de olho!


13 » MC Gi
[funkeira]
{ www.myspace.com/mcgii

A santista Giovanna Emanuela Francesca Avino tem 18 anos, é loura, tem olhos verdes, família estruturada e faz faculdade particular. O que não impede que, no palco, ela se transforme em MC Gi, provando que a linha entre gata e cachorra nem sempre é tênue. A funkeira ficou famosa com hits nada comportados como “Halls Preto” e “Só Não Cozinho” e bombou de vez quando tentou ser a nova vocalista do Bonde do Rolêê, no concurso promovido pela MTV. Agora, a moça vai lançar seu disco, com pretensão de quebrar tabus ao invés de barracos


12 » Júlia Says
[Dupla de eletrônico]
{ www.myspace.com/juliadisse

Dividos (ou compartilhando, nunca se sabe) o eletrônico e o experimental, a dupla Julia Says provou que Pernambuco consegue mostrar inovação na famigerada cena. Anthony e Pauliño formaram o projeto em 2007 e em 2008, com todos os méritos, já estavam no palco do Rec Beat. E desse para muitos outros, certamente.


11 » Curumin
[cantor]
{ www.myspace.com/curumin

Luciano Nakata levou o samba a um nível de originalidade que o gênero não experimentava há tempos. Fez tanto sucesso que o selo Quannum, dos EUA, decidiu assinar com o rapaz. Destaque na imprensa internacional, Curumin aproveita seu ano de maior sucesso. Seu disco Japan Pop Show já é considerado um dos melhores discos do ano. Agora, é só aproveitar o prestígio e ganhar as platéias brasileiras em festivais concorridos.


10 » Bo$$ in Drama
[produtor]
{ www.myspace.com/bossindrama

Bo$$ In Drama esconde Péricles Martins, produtor de poucos 20 anos e dono de um bocado de remixes bem divertidos. Ele segue a bíblia do Daft Punk e “com criatividade e bom senso”, como ele mesmo diz, trabalha a melhor da nova música eletrônica nacional: o electro. Calma, se trata nãão qualquer electro. É o melhor (e mais aturável): o sem compromisso. E foi nessa que ele embarcou numa empreitada recente com o Bonde do Rolê, no projeto singelamente chamado de Backstrava Boys.


09 » Alexis dos Santos
[diretor]
{ www.imdb.com/name/nm2063526

O diretor argentino Alexis dos Santos, 34, radicado em Londres, é o mais novo queridinho do new queer cinema. Estreou já com prêmios nos festivais de Roterdã e Toronto com o longa Glue, de 2006, um belo filme sobre a descoberta sexual de um adolescente introspectivo, Lucas (Nahuel Perez Biscayart), ao lado dos amigos Nacho (Nahuel Viale) e Andréa (Inês Efrón, de XXY) na Patagônia dos anos 80 e ao sabor pós-punk da trilha de Violent Femmes. Pop, naturalista e sensível: uma receita bastante palatável. Começou a filmar em abril deste ano, em Londres, sua próxima produção, Unmade beds (Camas Desfeitas), que versa sobre a alienação urbana.


08 » Tião
[cineasta]

Nos bastidores, ele é chamado de “o novo Glauber Rocha”. Tião, apelido do pernambucano Bruno Bezerra, 25, passa por uma ascensão estratosférica. Seu curta-metragem Muro estarreceu nada menos que Olivier Pére, presidente do júri da Quinzena de Realizadores, de Cannes, que classificou sua obra de “um exercício radical de linguagem”. Resultado: levou o prêmio Regard Neuf (Novo Olhar), único vencedor não-europeu da mostra. E, pasmem, é apenas seu segundo trabalho (e o primeiro sólo)


07 » Sweet Fanny Adams
[Banda de indie-rock]
{ www.myspace.com/sweetfannyadamsmusic

Nos último seis meses, a Sweet Fanny Adams estendeu sua biografia (e curríículo) muito mais do que conseguiu (e esperava) desde de seu início, em 2006. Lançaram um novo EP, o “Fanny, You’re No Fun”” pelo selo Brazuka Discos, do Coquetel Molotov, ganhou a produçãão do ex-Suvaca de Prata Rodrigo Coelho, tocou como destaque no Abril Pro Rock de 2008 e vive arrancando elogios da crítica especializada. Nada mal para se consagrar como uma das bandas mais representativas da nova cena roqueira local.


06 » Marcelo Camelo
[cantor]
{ www.myspace.com/marcelocamelo

Se o Los Hermanos está em recesso num lugar calmo, pra voltar revigorado, ou estáá debaixo da terra mesmo, só seus formadores sabem. Mas no que depender do vocalista Marcelo Camelo, a banda fica onde está durante, pelo menos, um bom tempo. Com previsão de lançamento para o segundo semestre desse ano, a estréia solo do hermano promete turnê nacional de divulgação. E o trabalho vem recheado de participaçõões inusitadas, como Dominguinhos, Clara Sverner, Domenico Lancellotti e Hurtmold. Hype? É, aqui mesmo.


05 » NRK
[banda paulista]
{ www.myspace.com/gonrk

Nascida na blogosfera, o trio NRK lança um dos mais aguardados discos este ano. Aposta desde que se chamavam New Rave Kids On The Block, chamam atenção pela produção bem acabada e as referências estéticas bem delimitadas. Tem tudo para ganhar o mundo em breve – cantam em inglês e fazem som dançante e bem-humorado que faria sucesso em clubes londrinos. Seria uma grata surpresa.


04 » Rafael Sica
[cartunista e quadrinhista]
{ rafaelsica.zip.net

Cartunista que, por mais que seja sempre posto à sombra de Angeli, mostra seu valor atrás de um humor através de personagens carismáticos e tiras de humor, mas aqueeele humor, que vai do literal ao gráfico e que a gente não via por aí faz tempo. A mistura disso rendeu ao gaúúcho Rafael Sica, com a ajuda de suas publicações na Folha de São Paulo, a indicação ao prêmio HQ Mix 2008, na categoria tira nacional, com a impagável “Quadrinho Ordináário”. E tem tudo pra levar.


03 » The Twelves
[produtores]
{ www.myspace.com/the12s

Se for enumerar os feitos do The Twelves dá pra fazer uma lista à parte. Produtores concorridos, os cariocas fizeram remixes para nomes importantes do atual cenário pop, como Black Kids e Killye Minogue. Este ano, se preparam para vôos mais altos e já anunciaram que pretendem deixar o Brasil em breve, para poderem trabalhar apenas com a música que fazem.


02 » Nina Becker
[cantora]
{ www.myspace.com/ninabecker

Depois de tanto tempo ao lado de Thalma de Freitas, à frente da populosa Orquestra Imperial e investidas como estilista que dividem opiniões no mundo fashion, Nina Becker promete seu primeiro disco solo para esse ano. O CD ainda não tem data certa para sair, mas a cantora avisa que está experimentando muito no disco, na promessa de um trabalho bastante autoral. Mas se seguir pelo menos um terço da cartilha do “Carnaval só Ano que Vem”, da Orquestra, já ta valendo.

01 » Rafael Grampá
[quadrinhista]
{ www.furrywater.wordpress.com

O gaúcho Rafael Grampá é o nome mais quente nos quadrinhos autorais hoje. Além de ter sido indicado ao maior prêmio do gênero no mundo, o Eisner Awards (pela antologia 5, ao lado dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá), ele desenvolve outros projetos que farão dele o hype mais provável para este e o próximo ano.

Seu trabalho mais importante, Mesmo Delivery, será lançado antes no exterior, durante a Comic Con, a maior feira de quadrinhos do mundo e terá edição no Brasil pela editora Desiderata. Será também na feira, realizada em San Diego, Califórnia, que Grampá ficará sabendo se foi o vencedor na categoria antologia, no Eisner Awards.

Mesmo Delivery, mesmo antes de ter sido lançada já tem prometida uma adaptação para os cinemas. O produtor Rodrigo Teixeira se interessou pela HQ, não só pela trama, mas também pela narrativa próxima à linguagem cinematográfica.

Mesmo é a primeira graphic novel deste quadrinhista de 30 anos, que começou a carreira como ilustrador de livros de auto-ajuda para pais de adolescentes problemáticos. Depois, foi trabalhar na TV, onde se destacou na LOBO, agência onde criou peças para clientes como Cartoon Network, Nickelodeon e Diesel. Atualmente, ainda ligado ao audiovisual, trabalha como designer de produção na adaptação da graphic novel O Dobro de Cinco, de Lourenço Mutarelli aos cinemas.

Mesmo Delivery é a aposta de Grampá como um dos quadrinhistas brasileiros mais importantes de sua geração, mas também é prova de que, enquanto artista, ele é um pequeno prodígio em diversas áreas.

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