Divinas Divas, de Leandra Leal, estreia no Recifest. (Divulgação).

Divinas Divas, de Leandra Leal, estreia no Recifest. (Divulgação).

O Recifest – Festival da Diversidade Sexual e de Gênero, dedicada à temática LGBT, anunciou sua programação completa. A quarta edição do evento ocorre entre os dias 15 e 19 de novembro, no Cinema São Luiz, com lançamentos e apresentações de diversas expressões artísticas. Duas produções em longa-metragem fazem sua estreia no evento: Divinas Divas, documentário de Leandra Leal e Amores Santos, de Dener Giovani. A entrada é gratuita.

Divinas Divas, de Leandra Leal, é uma homenagem à primeira geração de artistas travestis que fizeram sucesso e história quebrando padrões de gênero e sexualidade na sociedade brasileira. Entre as entrevistadas do longa estão Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Eloína dos Leopardos, Fujika de Halliday, Marquesa e Brigitte Búzios. Já Amores Santos, de Dener Giovani, traz a relação de líderes religiosos com homens gays através da internet. O longa escancara o discurso de ódio e homofobia desses clérigos em contraposição ao sexo virtual. Além dos longas o festival ainda apresenta as mostras competitivas nacional e pernambucana, além de programas de curtas internacional e de animação, fora de competição.

Antes das apresentações dos filmes o festival apresentará performances que dialogam com a temática LGBT. No mezzanino do cinema, os estilistas pernambucanos Chico Marinho e André Aguiar estarão expondo e vendendo suas criações.

Além dos longas o festival ainda traz duas mostras competitivas, de curtas nacionais e pernambucanos, além de uma mostra de longas internacionais e de animação, fora de competição. Da produção pernambucana serão exibidos trabalhos de Barbara Wagner, Benjamin de Burca, Matheus Farias, Enock Carvalho, João Vigo, entre outros.

Além do cinema, o festival destaca ainda outras expressões artísticas tendo como mote a temática e representatividade LGBT. Estão previstos os lançamentos dos livros Homoafetividade e as Religiões: Educando Pela Diversidade, de Jorge Arruda, Cinema Noir. A sombra como experiência estética e narrativa, de Bertrand Lira, Gays, lésbicas e travestis em foco: sobre sociabilidade e acesso à educação e saúde e HIV e Aids: Desafios rumo a 2030, organizados por Luís Felipe Rios, Luciana Fontes e Tacinara de Queiroz. O Recifest traz ainda uma apresentação pocket do espetáculo teatral Ossos, de Marcelino Freire, pelo Coletivo Angu de Teatro, a apresentação musical “#acordefrida: sapatômico”, com Madalena Rodrigues e Juliane Pires e um número de dança contemporânea de André Aguiar.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA

TERÇA, 15/11
18h – Lançamento do livro: “Homoafetividade e as religiões: Educando pela Diversidade”, de Jorge Arruda
19h – Lavagem da calçada do São Luiz
19h30 – Abertura: Teatro: Fragmento do espetáculo “Ossos”, de Marcelino Freire, pelo Angu de Teatro + Longa: Amores Santos, de Dener Giovani

QUARTA – 16/11
18h- Lançamento do livro: Cinema Noir: A Sombra como experiência estética e narrativa, de Bertrand Lira
19h30 – Abertura Música: Espetáculo “#acordefrida: sapatômico”, de Madalena Rodrigues e Juliana Pires + Mostras curtas internacionais e Div.A

QUINTA – 17/11
19H30 – Abertura: Dança – espetáculo “ämämä mämäm, de André Aguiar + Mostra competitiva pernambucana

SEXTA – 18/11
19H30 – Abertura: Representatividade – Vídeo sobre Sr. Avelino Fortuna, do Mães pela Diversidade + Mostra competitiva nacional

SÁBADO – 19/11
19h30 – Abertura: Audiovisual – Projeto Margem, de Gui Nonato + Divinas Divas, de Leandra Leal

Seleção de curtas internacionais + Div.A
– A Night in Tokoriki, de Roxana Stroe (Romênia)
– The Wayward Carnality, de Joanna Maria Wókcik (Polônia)
– Lucid Noon, Sunset Blush, de Alia Logout (EUA)
– Elise, de Evan Sterrett e Jo Bradlee (EUA)
– Máscaras, de David San Juan (Bélgica)
– Float, de Sam Berliner (EUA)
– All Their Shades, de Chloé Allienz (Bélgica)

Mostra competitiva pernambucana
– Quarto para alugar”, de Enock Carvalho e Matheus Farias
– Faz que vai, de Bárbara Wagner e Benjamim de Burca
– Um brinde”, de João Vigo
– Angu.doc, de André Brasileiro e Vinícius Vieira
– Irma – Era uma vez no sertão, de Camilla Lapa e Lorena Arouche
– Nena cajuína, de Almir Guilhermino
– Milagres, de Adalberto Oliveira
– Transexualidade masculina, de Lucio Souza, Emannuel Nascimento, Bianca Pereira e Giselle Cahú.

Mostra competitiva nacional
– Canto da sombra”, de Thiago Kistenmacker (RJ)
– Ingrid, de Maick Hannder (RJ)
– O chá do general, de Bob Yang (SP)
– Rosinha, de Gui Campos (DF)
– Se o mundo acabar, me dê um toque (SP/Bélgica)
– Horizonte de eventos, de Gil Baroni (PR)
– Lovedoll, de Debora Zanatta e Estevan de La Fuente (PR)
– Onde é aqui”, de Mateus Capelo (SP)
– Aquela estrada, de Rafael Ramos (AM)
– Antes da encanteria, de Elena Meirelles, Gabriela Pessoa, Jorge Polo, Lívia de Paiva e Paulo Victor Soares (CE).

Longas
– Amores Santos, de Dener Giovani
– Divinas Divas, de Leandra Leal

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