Cena de Os Demônios, um dos destaques do festival este ano. (Divulgação)

Ainda dá tempo. Até a próxima segunda (13) está disponível para visualização em streaming a sétima edição do My French Film Festival, festival on-line dedicado ao jovem cinema em língua francesa. O programa completo conta com 29 filmes entre longas e curtas.

As obras inéditas estão distribuídas em seis eixos temáticos: Maioridade, com filmes que tratam da transição entre a adolescência e a vida adulta; Nós Somos Família, uma seleção de trabalhos versando sobre a vida familiar; Amor e Amizade, com histórias sensíveis envolvendo relações entre amigos e amantes; Psycho, uma coletânea de filmes sobre personagens perturbadores; Vida de Mulheres, com obras mostrando o universo feminino; e de quebra uma seleção de filmes extravagantes na Sessão da Meia Noite.

Entre os filmes em exibição, 10 curtas e 10 longas estão na mostra competitiva. Há um júri oficial, presidido pelo cineasta argentino Pablo Trapero, mas o espectador também poderá votar em seu filme favorito para indicar o Melhor Filme do Público. O festival é promovido pela Unifrance e em sua edição do ano passado alcançou a marca de 6,5 milhões de visualizações.

O festival é uma ótima chance de conhecer novos diretores francófonos e acessar filmes que muitas vezes não chegam nos nossos cinemas e nem estão nas grades de programação de plataformas como o Netflix. Na seleção deste ano vamos encontrar não apenas filmes franceses, como também produções vindas do Canadá, Bélgica ou Suiça.

Para escolher os filmes a serem vistos, o site do festival trás um dossiê completo dos selecionados, com sinopse, informações sobre os diretores, equipe técnica e elenco, além de críticas publicadas no jornal Le Monde. Os filmes, em geral, tratam temas caros aos dias de hoje com uma abordagem contemporânea onde assuntos aparentemente prosaicos podem revelar a beleza e a crueza dos dramas cotidianos como Demônios, de Philippe Lesage e Não Sou um Canalha, de Emmanuel Finkiel.

O festival oferece ainda algumas preciosidades fora de competição. Um deles é Cléo de 5 a 7, de Agnès Varda, sobre duas horas da noite de uma cantora. Realizado em 1961, ele é considerado uma das obras primas da Nouvelle Vague. Outra curiosidade é Em Busca do Ultrassexo, de Nicolas Charlet e Bruno Lavaine, uma deliciosa comédia feita apenas a partir de trechos de filmes pornográficos dos anos 1970. O acesso aos filmes é gratuito e todos têm legendas em português.

Cléo de 5 às 7, pequeno tesouro da Nouvelle Vague. (Divulgação).

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