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Os 20 Melhores Clipes de 2016


O videoclipe em 2016 foi bem mais do que um veículo de divulgação de lançamento dos artistas. Nomes como ANOHNI, Kendrick Lamar (ele de novo), Johnny Hooker, SILVA e Solange foram bem além e exploraram as possibilidades do formato para discutir temas e propor alternativas estéticas.

E teve, claro, Beyoncé, que chegou com o pé na porta em seu álbum visual Lemonade, um clássico do bom uso do audiovisual pela música pop. “Formation”, com conclama uma resistência pacífica, tornou-se um fenômeno viral e surgiu bem no meio do debate sobre o crescimento da violência policial contra negros nos EUA.

Como de costume iniciamos as listas de melhores do ano com os videoclipes mais inovadores do ano que passou.

20
ANGEL OLSEN – “Shut Up Kiss Me”
Dir: Angel Olsen

19
OK GO – “The One Moment”
Dir: Damian Kulash

18
JAMIE xx – “Gosh”
Dir: Romain Gavras

17
KAYTRANADA – “LITE SPOTS”
Dir: Martin C. Pariseau

16
JUSTICE – “Fire”
Dir: Pascal Teixeira

15
CÉU – “Varanda Suspensa”
Dir: Indira Dominici

14
BLOOD ORANGE – “Augustine”
Dir: Devonté Hynes

13
JOHNNY HOOKER – “Você Ainda Pensa?”
Dir: Matheus Senra

12
RADIOHEAD – “Daydreaming”
Dir: Paul Thomas Anderson

11
SIA – “The Greatest”
Dir: Sia e Daniel Askill

10
GRIMES – “Kill V Main”

Dir: Claire e Mac Boucher

Grimes trouxe sua assinatura para este clipe que é puro caos, cor e sangue: anime, vampiros, cyberpunk e videogames neste que é um dos melhores clipes da carreira da cantora.

09
SILVA – “Feliz e Ponto”

Dir: William Sossai

“Feliz e Ponto” trouxe o amor livre e engrossou o coro dos resistentes nesse ano de 2016. Também representou uma modesta e silenciosa virada “adulta” na carreira do cantor capixaba.

08
KENDRICK LAMAR – “God Is Gangsta”

Dir: Jack Begert & the little homies

Lamar segue sendo o mais inovador dos rappers quando o assunto é problematizar a situação da juventude negra na América. “God Is Gangsta” chega um ano depois do enorme sucesso do último disco, To Pimp A Butterfly, o que mostra que o músico segue com a criatividade em alta.

07
THE WEEKND – “False Alarm” e “M A N I A” (empatados)

Dir: Ilya Naishuller e Grant Singer

“Mania” e “False Alarm” mostram que Abel sabe o poder que o audiovisual tem nos grandes lançamentos musicais. Cinematográficos, no melhor sentido da palavra, e cativantes. Difícil assistir uma vez só.

06
FRANK OCEAN – “Nikes”

Dir: Tyrone Lebon

Frank Ocean trouxe diversas alegorias sobre fama, dinheiro e prazer nesse clipe que mostra que o maior charme do cantor é ser o mais críptico possível para seus fãs.

05
DAVID BOWIE – “Lazarus”

Dir: Johan Renck

“Lazarus” é o grande epílogo do gênio. Ou despedida. Ao homem que fez da vida uma obra de arte, nós só agradecemos a oportunidade de ter vivido a mesma época.

04
SOLANGE – “Cranes In The Sky” + “Don’t Touch My Hair”

Dir: Alan Ferguson e Solange Knowles

Solange fez nesses clipes-irmãos, dirigidos por ela e por seu marido Alan Ferguson, um delicado documento da representatividade negra. São situações delicadas que lembram instalações artísticas e dança contemporânea que remetem a aspectos abordados em seu disco, A Seat At The Table: a solidão da pessoa negra, a luta diária contra o racismo cotidiano, a invisibilidade, a raiva, mas também a beleza da cor e a compaixão.

03
EMICIDA – “Mandume”

Dir: Gabi Jacob

“Mandume” não é apenas um intenso clipe de representatividade negra no Brasil. Também é um fashion film para a LabFantasma que estreou na São Paulo Fashion Week de 2016. “Mandume” também é resistência nesse ano temerário.

02
ANOHNI – “Drone Bomb Me”

Dir: NABIL

ANOHNI fez um dos clipes mais políticos do ano sem tirar os pés da pista de dança. Estrelado pela modelo Naomi Campbell, “Drone Bomb Me” protesta contra a guerra covarde dos drones norte-americanos através de coreografias de dança contemporânea e interpretações intensas de Naomi. Sublimo e doloroso como pede a música.

01
BEYONCÉ – “Formation”

Dir: Melina Matsoukas

Lemonade é a excelência dos álbuns visuais. O poderoso discurso político de “Formation” fez a América “descobrir” que a cantora é negra. Fez com que as reverências fossem ainda maiores. O clipe também foi resistência e levou a música a outro nível de discurso. Ninguém passou incólume às problematizações de Lemonade. Beyoncé ainda assim conseguiu colocar fogo na pista de dança. “Formation” é repleta de nuances que dominaram a música pop do ano no rebolado e na política. O clipe quebrou, verdadeiramente, a Internet em 2016.

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