Milos Forman, diretor tcheco de sucessos como Amadeus (1984) e Um Estranho no Ninho (1975), morreu em sua casa em Hartford, nos EUA, no sábado (14), aos 86 anos. Além dos filmes citados, vencedores do Oscar, ele também dirigiu clássicos como Hair (1979) e Pedro, o Negro (1964).

Seu cinema foi marcado pelo tom subversivo, iconoclasta, mas também satírico e humorado. E fez isso se conectando com grandes audiências, em geral com boas bilheterias. Seus protagonistas serem foram seres estranhos ao sistema, por vezes controversos. É o caso de Amadeus ou mesmo Larry Flint (em O Povo Contra Larry Flint).

Forman abandonou seu país natal em 1968, após a invasão da Tchecoslováquia, para buscar mais liberdade para seu cinema crítico. Conseguiu manter sua autoralidade o tom subversivo mesmo em Hollywood, terra de grandes estúdios e muita pressão comercial em cima dos diretores. “Prefiro um país livre e abarrotado de mau gosto a um país refinado e sem liberdade”, disse à época, citado pelo El País.

Sua carreira foi reconhecida com dois Oscars e um Urso de Ouro em Berlin (com O Povo Contra Larry Flint). A aclamação veio com Amadeus, vencedor de oito Oscar, incluindo filme e diretor.

Outros trabalhos relevantes de Forman incluem Na Época do Ragtime (1981), Valmont – Uma História de Seduções (1989), O Mundo de Andy (1999) e Sombras de Goya (2006).

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