Divulgação: Matador Records

Pioneer to the Falls
Abre o álbum soberba, com as guitarras características da banda. Os teclados pontuam a canção de maneira delicada enquanto Banks profere suas palavras sombrias: “girl, I know you try/ You fly straight into my heart” (“garota, eu sei que você tenta/ você voa direto para dentro do meu coração”).

No I in Threesome
A introdução lembra o clima de uma música do Arcade Fire. Aqui também os teclados marcam o ritmo, suportados por um baixo hipnótico.

The Scale
Começa como uma vertigem para logo dar início às marteladas na bateria. A letra usa metáforas (“Sun, you sleep in clouds of fire”) para descrever a dor da distância física.

The Heinrich Maneuver
O primeiro hit do disco tem início com a voz profética de Banks para depois mostrar-se frenética. O verso “today my heart swings” é um dos refrões do ano.

Mammoth
Começa desesperada e com vocal sussurrado, para depois explodir num riff articulado e viciante. A bateria seca é permeada com a voz Banks num tom mais tímido.

Pace Is the Trick
É quase uma balada pós-punk. O clima obscuro das guitarras sobrepõe-se à voz de Banks, que mostra seu poder no refrão: “and now I select you” (“e agora eu seleciono você”).

All Fired Up
O riff inicial já mostra o jeito mais dançante da faixa. O refrão pegajoso (“it’s all fired up”) e a bateria destruidora dão um tom totalmente obscuro da canção.

Rest My Chemistry
A introdução da visceral parece um teclado suave, que logo é substituído pela força da harmonia climática dos instrumentos – as guitarras urgentes marcam presença aqui.

Who Do You Think
Tem um começo doce e mais pop, o que engana: a canção é certamente uma das mais pesadas e desesperadas de Our Love to Admire

Wrecking Ball
É quase ambiental com um backing vocal soturno que acompanha os versos de Banks. Complexa e difícil, a faixa transborda as influências instrumentais oitentistas.

The Lighthouse
Lembra o clima onírico de “NYC”, canção do primeiro disco. Apesar de ser musicalmente mais sutil, a canção é perturbadora e incômoda. Os sons distorcidos e a voz abafada dão uma carga de nostalgia à faixa, encerrando o pessimismo sônico do disco. [Mariana Mandelli]

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