Banda confirma boa impressão causada no disco de estreia, em trabalho ainda mais pop

Da colaboração da Revista O Grito!, em Lisboa

As boas impressões deixadas no disco de estreia confirmam-se plenamente no EP. São ao todo cinco canções que, embora mantenham a tônica no imaginário português, se apresentam de uma forma mais solta e respirando melhor. E é impossível falar de G sem referir o single de avanço “Vá Lá Senhora”.

O tema é contagiante e conta com uma progressão rítmica irresistível. Trata-se de uma boa ementa pop a que também não é alheia a presença de Rui Pregal da Cunha. Em “Campo de Santa Clara” a veia poética da banda e um olhar meditativo percorrem a canção.

Se “Território Justo” aponta as baterias para o rock canônico português, “O Amor Separar-nos-à” apresenta uma introdução contemplativa que cede lugar a um fundo roqueiro. A última faixa, “Tenho Barcos, Tenho Remos”, evoca o mar e o crescimento em modo midtempo. Mais do que enaltecer os méritos de um disco, deve ser dito que o sucesso de Os Golpes é justificado. Isso se souberem dosar a necessária ambição com uma capacidade de reinvenção. [Pedro Salgado]

OS GOLPES
G
[Amor Fúria, 2010]

NOTA: 8,0

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