Os curtas selecionados para o Janela Internacional de Cinema do Recife deste ano

DiadePagamento JanelaCinema2016 Divulgacao
Dia de Pagamento, de Fabiana Morais. (Divulgação).
Dia de Pagamento, de Fabiana Morais. (Divulgação).
Dia de Pagamento, de Fabiana Morais. (Divulgação).

O Janela Internacional de Cinema do Recife divulgou a sua lista de curtas da edição deste ano. A mostra competitiva traz 34 filmes de 13 países, sendo 17 curtas brasileiros e 17 estrangeiros. Entre as produções da lista, todas inéditas no Recife, destacam-se Chasse Royale, de Lisa Akoka e Romane Gueret, melhor curta-metragem na última Quinzena de Realizadores, do Festival de Cannes, e o experimental Yolo, de Ben Russel. Na lista de nacionais, figura o pernambucano Dia de Pagamento, de Fabiana Moraes, selecionado no CachoeiraDOC deste ano.

A nona ediIX Janela Internacional de Cinema do Recife ocorre entre os dias 28 de outubro a 6 de novembro, no Cine São Luiz e no Cinema do Museu, no Recife.

Este ano 1.465 trabalhos de 22 países foram submetidos a processo seletivo, o que totaliza quase o dobro em relação à última edição. Na mostra nacional, destaca-se a produção expressiva de Pernambuco, Minas Gerais, Rio, São Paulo e Ceará. Da safra pernambucana, o olhar feminino se sobressai com os títulos Dia de Pagamento, da jornalista e diretora Fabiana Moraes (selecionado para o último CachoeiraDOC, na Bahia), e Estás Vendo Coisas, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca (exibido na 32º Bienal de São Paulo).

Pernambuco, com cinco selecionados, está presente também com Rua Cuba, de Filipe Marcena (selecionado para o 18º FestCurtas BH) e Nunca é noite no mapa, de Ernesto de Carvalho (escolhido melhor curta-metragem pelo Júri oficial do VII CachoeiraDOC).

Entre os filmes internacionais há títulos que passaram recentemente por circuitos importantes, com os festivais de Locarno (Itália), Cannes (França) e Roterdã (Holanda) e que ganharão exibição inédita no Recife. É o caso de Chasse Royale, de Lisa Akoka e Romane Gueret, produção francesa vencedora na categoria de curta-metragem durante a Quinzena de Realizadores, mostra paralela do Festival de Cannes, deste ano. Outro que deve atrair as atenções é o experimental Yolo, de Ben Russel, filmado sobre as ruínas do histórico Sans Souci Cinema de Soweto, na África do Sul, e amparado por um jogo de imagens e temporalidades fragmentárias.

Chasse Royale, um dos vencedores de Cannes este ano. (Divulgação)
Chasse Royale, um dos vencedores de Cannes este ano. (Divulgação)

Os curtas vão competir nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme. Veja a lista dos curtas-metragens selecionados.

Curtas-nacionais
Abigail (Rio de Janeiro), de Isabel Penoni e Valentina Homem
A moça que dançou com o diabo (São Paulo), de João Paulo Miranda
Carruagem rajante (Rio de Janeiro), de Lívia de Paiva e Jorge Polo
Constelações (Minas Gerais), de Maurílio Martins
Dia de Pagamento (Pernambuco), de Fabiana Moraes
Eclipse solar (Espírito Santo), de Rodrigo de Oliveira
Estado Itinerante (Minas Gerais), de Ana Carolina Soares
Estás vendo coisas (Pernambuco), de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca
Heterônimo (Rio de Janeiro), de Vitor Medeiros
Impeachment (Espírito Santo), de Diego de Jesus
Na missão, com Kadu (Pernambuco/Minas Gerais), de Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito
Nunca é noite no mapa (Pernambuco), de Ernesto de Carvalho
Os cuidados que se tem com o cuidado que os outros devem ter consigo mesmos (São Paulo), de Gustavo Vinagre
Quando os dias eram eternos (São Paulo), de Marcus Vinicius Vasconcelos
Rua Cuba (Pernambuco), de Filipe Marcena
Santa porque avalanche (Ceará), de Paulo Victor Soares
Se por acaso (Rio de Janeiro), de Pedro Freire

Curtas Internacionais
Alles Wird Gut (Alemanha/Áustria), de Patrick Vollrath
At least you are here (EUA), de Kristen Swanbeck
Au loin, Baltimore (França), de Lola Quivoron
Balada de um batráquio (Portugal), de Leonor Teles
Chasse Royale (França), de Lise Akoka e Romane Gueret
Cilaos (França), de Camilo Restrepo
Dear Renzo (Argentina/EUA), de Francisco Lezama e Agostina Galvez
Freud und Friends (Portugal/Suíça), de Gabriel Abrantes
Frätande Illavarsel (Suécia), de Mika Wiborgh e Tommy Forsberg
Manodopera (França/Grécia), de Loukianos Moshonas
O Corcunda (Portugal/França), de Gabriel Abrantes e Ben Rivers
Pedro (Portugal), de André Santos e Marco Leão
Prenjak (Indonésia), de Wregas Bhanuteja
Scales in the spectrum of space (EUA), de Fern Silva
The Beast (França/África do Sul), de Michael Wahrmann e Samantha Nell
#YA (Alemanha/Argentina/Chile), de Ygor Gama e Florencia Rovlich
Yolo (EUA/África do Sul), de Ben Russell