Ativistas se encontraram na praça desenhada por Burle Marx. (Foto: Marcelo Soares/Direitos Urbanos).

Ativistas se encontraram na praça desenhada por Burle Marx. (Foto: Marcelo Soares/Direitos Urbanos).

Uma das maiores falácias envolvendo as discussões contra e a favor do Ocupe Estelita é de que o movimento é formado por “um bando de desocupados”. Por mais que a afirmação seja esvaziada de argumentação, um encontro nesse sábado (21) no Recife colocou por terra essa ideia. O ato de apoio foi organizado por professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Católica de Pernambuco, que levantaram temas de diversas áreas do conhecimento relacionadas às manifestações e à ocupação contra o projeto conhecido como Novo Recife.

Os ativistas do Ocupe Estelita protestam contra a construção de prédios de até 40 andares em uma área central e histórica do Centro do Recife. O ato dos professores marcou os 30 dias de ocupação. No domingo, os músicos Silvério Pessoa, Isaar, Graxa e outros realizaram um show no evento que foi batizado de “Reintegração de paz”.

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O aulão foi realizado embaixo de uma das alças do viaduto Capitão Temudo, onde os ativistas se encontram após a violenta desapropriação do terreno que pertence ao consórcio Novo Recife na última terça (17). Há diversos relatos e denúncias de excessos por parte da tropa de choque da Polícia Militar, que ainda estão sendo investigados. Idealizado pela professora de comunicação da UFPE, Yvana Fechine, o aulão teve participação de representantes da UFRPE, UPE, Unibratec, além de advogados, médicos, botânicos, jornalistas, administradores e até uma promotora do Ministério Público e um policial militar, que trouxeram pontos de vista interessantes sobre o conflito e o momento atual do Ocupe.

Em seu Facebook, Yvana exemplificou bem a importância desse aulão para o Recife. Ela disse que “a importância do movimento para que o processo de planejamento seja realizado em conjunto com a sociedade e não seja apenas uma decisão do poder público e das grandes empresas”. E lembrou: uma pessoa do ministério público falou também sobre a limitação do poder jurídico e a importância da ação popular que é sim capaz de transformação. Até mesmo um sargento da policia deu um depoimento corajoso sobre o papel da policia, que obedece ordem, ao invés de ser aliada da população e todas as dificuldades desses profissionais.”

No domingo, o Som Na Rural, organizado por Roger de Renor, realizou uma festa ao ar livre na praça próximo ao viaduto, local onde aconteceram os conflitos na última terça. Estiveram presentes os músicos Silvério Pessoa, Fábio Trummer, Isaar, Ortinho, Graxa e Tibério Azul. O grande destaque foi a presença do menino Batoré, 12 anos. Morador do Coque, ele comandou uma banda e empolgou o público presenta na praça.

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Foto: Marcelo Soares/Direitos Urbanos.

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Foto: Marcelo Soares/Direitos Urbanos.

Foto: Marcelo Soares/Direitos Urbanos.

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Foto: Alexandre Figueirôa/Rev.OGrito!

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