Cena de Filme do desassossego de João Botelho (Divulgação)

Cena de Filme do desassossego de (Divulgação)

Com filmografia experimental, filmes feitos em ainda são desconhecidos por aqui

Ao contrário do que acontece entre EUA e Inglaterra, há pouco intercâmbio entre a produção de cinema do Brasil e de Portugal. Mesmo compartilhando o mesmo idioma e história, quase não conhecemos os diretores lusos (com exceção de nomes famosos mundialmente como Manoel de Oliveira). Os novos nomes então, menos ainda. A 2ª , que acontece a partir desta terça (21), vem driblar essa conjuntura.

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A mostra acontece no Recife até o dia 26 de maio na Caixa Cultural, com entrada gratuita. Depois, segue para o Rio de Janeiro (dias 24 de maio a 6 de junho) e termina na Caixa Cultural de São Paulo nos dias 16 a 28 de julho. São 12 longas e sete curtas que apresenta ao público brasileiro a produção de diretores novos e consagrados do cinema português. Farão parte da programação filmes elogiados no exterior, mas ainda inéditos aqui como O Barão, de . Primeiras obras ou filmes emblemáticos também estarão presentes. É o caso de Branca de Neve, de e Filme do Desassossego, de João Botelho.

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O eixo, segundo a curadoria, é mostrar como o estilo do cinema português é mais experimental, de poucas concessões. “É uma filmografia muito radical, tanto em termos de forma quanto linguagem”, diz por telefone Carolina Dias, uma das curadoras da mostra.

O experimental-gótico O Barão, de Edgar Pêra (Divulgação)

O experimental-gótico O Barão, de Edgar Pêra (Divulgação)

Poru
Quais as razões de conhecermos tão pouco sobre filmes feitos em Portugal? Segundo Carolina, isto não é um privilégio do cinema. “Hoje temos pouco acesso à cultura contemporânea portuguesa em geral. Com exceção da literatura, as outras artes são pouco difundidas”, disse. “O objetivo da mostra é ser um espaço anual do cinema português no Brasil.

Um outro entrave na difusão do cinema por aqui é justamente a língua. Os filmes brasileiros ainda precisam de legenda, mesmo falando nosso português. “Infelizmente, temos esse problema de não entender o que é dito. Até mesmo eu que faço essa ponte entre Portugal e Brasil há dez anos, ainda tenho certa dificuldade”, confessa.

Veja a programação completa:

mostra

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