BackStreet Boys (Foto: Divulgação)

Por muito tempo pensou-se que os quintetos de garotos de rosto bonito e vozes um tanto finas tinha morrido com os New Kids on The Block, grupo da geração 80 que fez milhões de garotas chorarem para ver os rebolados de Step By Step. Por aqui, o mais próximo que tivemos foram os Menudos, como sobrevivente atual e nem tão na mídia assim o Rick Martin, que soube fazer carreira fora do grupo. Claro, o gênero no Brasil vingou por um tempo com o Dominó e Polegar, mas nada comparado com o fenômeno americano.

A década de 90 chegou sem novidades voltadas aos adolescentes, até o surgimento dos Backstreet Boys. Por muito tempo foram considerados os novos “New Kids”, apelido incômodo para os garotos. “Temos talento e estamos provando”, declarou nas primeiras coletivas Kevin Richardson, ex BSB. Claro, um sucesso arrasta outro e produtores não tardaram em lançar seus produtos: N’Sync, Five, Boys II Men, Boyzone, Westlyfe e até versões femininas, como as mundialmente conhecidas inglesas Spice Girls e sua versão genérica, as americanas All Saints.

Por quase uma década as boybands comandaram as paradas mundiais, trazendo à tona o novo fenômeno pop. Nova roupagem, não era mais uma Madonna se masturbando no palco ou pintar o cabelo de rosa choque para mostrar coreografias loucas, como a musa Cindy Lauper. A moda que durou até meados de 2000 era rostos bonitos, voz mais ou menos, mas carinhas lindas.

Mas depois de tantos anos e novos talentos se apoiando e surgindo cada vez mais, diga-se de passagem Britney e Aguilera, o gênero também cansou. Muitos pularam fora do barco com alto estilo, como os britânicos Fives, com direito a CD de despedida, para vender até o último tostão. Outros simplesmente sumiram, como os Westlife, e outros foram procurando outros trabalhos e o fim foi anunciado pela mídia como conseqüência da ausência. Muitos pularam foram antes do barco afundar, como Geri, a ruiva das Spice, com CD solo meses depois de sair do quinteto.

Infelizmente, alguns ainda não entenderam o quanto a música está inserida em um contexto próprio, uma época específica e teimam em acreditar que seu tempo já passou, tentando mil retornos. Recentemente foram as Spice Girls, com Forever, álbum considerado um fiasco de crítica e venda. Até o Brasil tentou emplacar com seus genéricos fora de época, com as falidas antes mesmo de começar Broz e Rouge, formadas ao vivo em programas de TV. Infelizmente, o gênero deu o que tinha de dar e hoje está apenas em festas de “melhores sucessos dos anos 90.”

BSB
Pela crítica, os Backstreet Boys tinham tudo para ser a melhor das boy bands dentre as lançadas. Com boas vozes e dinâmica no palco Brian, Kevin, Nick, Howie e A.J., por serem os “precursores de uma era”, deveriam ter sido os primeiros a pular fora. Um deles até que fez isso, Kevin, mas já na casa dos 30. Como todos os desistentes, “partiu para novos trabalhos”. O quinteto viu todas as fases: a de vender 1 milhão de cópias em apenas dois mês e amargar 150 mil, marca do último álbum. Ironicamente, os shows continuam lotando estádios, maioria de antigos fãs que ainda não cansaram do grupo ou o amam de verdade. Por enquanto, a turnê continua.

Novos Trabalhos
Felizmente os cinco últimos anos dos jovens serviu para entenderem que o gênero pop como era conhecido estava esgotando, e ninguém ficou parado. Nick e Brian lançaram CD solo, A.J. ainda está em fase de produção de seu trabalho, já que teve menos tempo por conta de sucessivas internações em clínicas de reabilitação. [LA]

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