Katy Perry foi uma das cantoras que se engajaram pela campanha de Hillary Clinton à presidência dos EUA. Assim como outros artistas da indústria do entretenimento americano a cantora decidiu usar sua posição privilegiada de astro pop para tratar de política.

Ainda que a carreira de Katy não seja marcada por controvérsia, debate político ou qualquer tópico mais arriscado ela sempre teve uma relação de muita transparência com seus fãs. E suas posições políticas sempre foram claras – ela apoiou a Marcha das Mulheres no mês passado, etc. E eis que seu novo single, “Chained To The Rhythm”, é um recado direto aos isentões.

Na primeira estrofe ela canta sobre estarmos vivendo um mundo sob uma lente muito restrita, colorida e alienada, para depois dizer que estamos seguros em uma bolha. “Are we crazy? Living our lives through a lens / So comfortable, we´re living in a bubble, a bubble / we cannot see the trouble” (Estamos loucos? Vivendo nossa vida por uma lente. Tão confortáveis vivendo numa bolha, não vemos o problema).

Em seguida ela critica a falta de ação, o ato de se entorpecer e não tomar partido, vivendo em festas, “tropeçando por aí como zumbis”. Uma segunda leitura da letra dá a perceber que o “acorrentado ao ritmo” diz respeito não só sobre a música em si, mas ao sistema. Em uma possível referência a Donald Trump, Katy canta “achamos que estamos livres (“Yeah, we think we’re free”), para depois, irônica, terminar, “beba, esta é por minha conta”.

O lyric-video da música reforça a crítica social da letra e traz um hamster preso em uma gaiola correndo na esteira e comendo enquanto é alimentado por uma mão gigante.

“Chained To The Rhythm” fará parte do quarto álbum de estúdio de Katy Perry e será apresentada ao vivo no Grammy, neste domingo (12). Veja o clipe:

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