The Twelves (Foto: Divulgação)

A cena maximal – uma oposição ao atualmente execrado minimal techno – pegou no Brasil. A dupla The Twelves faz parte do grupo de artistas que se enquadram no gênero como Simian Mobile Disco, Justice e artistas da gravadora Kitsuné. É uma cultura baseada sobretudo no remix e como o nome diz, nada de minimalismos. O The 12s ganhou fama com o remix de “Boyz” da cantora M.I.A. e desde então não param de expandir sua área de atuação nos remixes, dos igualmente hype Black Kids, passando pelo pop de Killye Minogue.

Para inaugurar nossa Seção de novas bandas, O Grito! bateu um papo rápido com João Miguel, uma das metades do The Twelves.

O GRITO!: Quando perceberam que o que faziam podia tomar proporções maiores do que esperavam?
João Miguel: Quando o remix da M.I.A. começou a aparecer nos blogs e nos sets gringos a gente começou a acreditar que o projeto realmente tinha algum futuro.

Como surgiu o primeiro contato com os selos? Qual a lembrança mais antiga sobre isso?
Mais ou menos um mês depois que jogamos o remix da M.I.A. na rede, o pessoal da Modular de Londres veio falar com a gente no Myspace, daí veio o remix pro New Young Pony Club.

Vocês são irmãos? Moram juntos? Têm gostos parecidos?
Não somos irmãos e nem moramos juntos (risos). Somos amigos há apenas 5 anos e nosso gosto musical foi ficando parecido com a convivência. Também conta que já tivemos umas bandas juntos.

Atualmente a idéia dos remixes partem de vocês ou é algo mais de encomenda dos selos?
Os dois. Começou partindo da gente e fizemos vários remixes por conta própria. Hoje em dia temos feito mais remixes encomendados pelas gravadoras.

Qual o diferencial que vocês praticam nos remixes, qual o estilo? Porque alguns remixes praticamente refazem tudo.
Gostamos de fazer o instrumental totalmente do zero e apenas preservar o vocal original da música. A gente acaba meio que fazendo uma música totalmente nova, achamos mais fácil criar sem ficar comparando com a música original, o que acaba acontecendo quando você usa muito o instrumental original.

Qual o remix mais inusitado que já fizeram ou pensaram em fazer?
A gente ia fazer um pro Bonde do Rolê, mas acabou que até hoje não ficou definido. Hehe.

Como era tocar numa banda de rock? Vocês claramente ainda mantém algumas referências roqueiras, mas carreira de um duo de eletrônico é mesmo mais viável?
Tocar em uma banda é outra coisa. Ainda pensamos em ter um projeto paralelo ao The Twelves mais focado em música mais de banda. Um coisa mais para fazer ao vivo. Sou guitarrista e o Luciano é baterista e baixista e adoramos tocar. Infelizmente aqui no Brasil o mercado é praticamente nulo para bandas que não fazem música comercial. O Twelves funciona melhor porque ele não é voltado para o Brasil e sim para qualquer país. Também, através do Myspace você tem audiência sem precisar de gravadora, radio, etc…


The Twelves com o Simian Mobile Disco. (Foto: MySpace)

O que ainda permanece como influência para vocês e o que descobriram recentemente que mais causou surpresa?
Algumas coisas a gente nunca parou de ouvir, coisas como Daft Punk, Cut Copy, Röyksopp, Radiohead, Goldfrapp, essas bandas tem músicas que continuam excelentes, não importa que a moda em termos de sonoridade e produção tenha mudado. Das bandas recentes a que mais impressionou foi o Chromatics. Eles pegaram a sonoridade Disco e deixaram com um clima bem triste, muito bom.

Planos para um futuro bem perto. Um disco, turnês?
Estamos preparando nossas músicas próprias e negociando shows fora do país. Qualquer notícia ou show será publicado no nosso Myspace.

SAIBA MAIS
Myspace: www.myspace.com/the12s
TramaVirtual: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=60660

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