TRAVIS
Ode to J. Smith
[Red Phone Box, 2008]

Ao lado do Oasis e do The Verve, o Travis é mais um expoente do ainda vivo brit-pop dos anos 90, que lança um álbum neste frutífero ano de 2008. Seguindo os passos da banda dos irmãos Gallagher, o quarteto escocês dá em Ode To J. Smith um passo ousado e “travistido” (sic) de banda moderna, mas sem perder suas melodias fáceis e cativantes. O melhor exemplo desta mudança é a segunda canção do álbum, “J. Smith”, que conta com um impactante coral e nos instiga a ver como a música ficaria ao vivo. “Get Up” é outra que faz parte deste bloco mais ousado. No restante, aquilo que a banda melhor sabe fazer e a marca deste seu primeiro sucesso, “Why Doest It Always Rains On Me?”: baladas e riffs “chicletudos”. Destaque para a bela “Last Words”, apoiada por um arrastado banjo e a “radiohediana” “Broken Mirror”. Com o perdão do trocadilho, desta vez a banda que lançou alguns discos que bateram nas “travis”, entra com bola e tudo. [GG]

NOTA: 7,5

THE STILLS
Oceans Will Rise
[Arts & Crafts, 2008]

Os canadenses do The Stills sempre tiveram facilidade para compor canções cativantes e alegrinhas. Mas com Oceans Will Rise eles parecem ter trocado as melodias que fazem a gente sorrir de alegria como bobo, por algo mais profundo. Eles terminam de vez com qualquer felicidade utópica com músicas que não deixam de ser belas e estimulantes, como “Snow in California” . “Don’t talk down” começa instigante, como se fosse um Stills soando à Interpol. “Snakecharming the masses” encanta os fãs de Muse e “I’m with you” não deixa na mão aqueles que já babaram por baladas como “Lola, Stars and Stripes”. O encerramento “Statue of Sirens” serve para mostrar que de uma vez por todas chegou a hora do The Stills fazer parte do panteão de bandas queridas do rock. [LM]
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NOTA: 8,0

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