STACEY KENT
Breafast On The Morning Train
[EMI, 2008]

Por que ouvir Stacey Kent ao invés das grandes divas do swing? O escrito Kazuo Ishiguro propôs-se a responder essa pergunta no encarte do álbum prévio da cantora, argumentando sobre o prazer de ouvir reinterpretações na voz inconfundível de uma mulher urbana e atualíssima. Pode até fazer sentido. Mas não convence o mais devasso dos clérigos. O disco não a justifica como uma intérpret moderna e o álbum mais se impõe pela fuga de standards óbvios – com a execução pálida de “What a Wonderful World”. Ela apresenta ainda quatro canções bem originais, além de flertar com Serge Gainsbourg e com o folk americano em “Landslide”. A produção é do saxofonista Jim Tomlinson, marido da cantora. Um casal bonito, mas que se perdeu nas músicas de elevador a lá Kenny G. [FA]

NOTA: 3,0

CAROLINA DIZ
Crônicas do Amanhecer
[Do Próprio Bolso, 2008]

Carolina Diz é uma banda que agrada. O quarteto mineiro composto por César Gilcevi (bateria/letras) Dennis Martins (baixo) Fernando Prates (guitarra) Humberto Teixeira (voz, guitarra), de fato tem talento. Se perde aqui acolá em uma rima mal construída, ou mesmo em um acordo meio fora do lugar, como no início de “Hotel Esplendor”, faixa que abre o disco. Mas nada que o apuro de estúdio não permita a realização de um trabalho isento de erros. O principal mérito da banda está em fazer algo completamente autoral e autêntico. Buscando um caminho próprio e indo na contramão dos covers que estão se tornando uma praga no mundo musical. “Letícia”, “BH Blues” e “Chinelos No Corredor” são as faixas que mais agradam ao ouvido e chamam o ouvinte para uma viagem mais lisérgica. [FA]

NOTA: 7,0

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