JOAN AS POLICE WOMAN
The Deep Field
[Reveal, 2011]

Joan Wasser é no mínimo fascinante. Quem já ouviu alguma canção da americana provavelmente se tornou fã incondicional. Mas o que dá um charme a mais para a cantora é que ela não faz parte das grandes sensações musicais que ocupam capas de revistas e poluem as ondas radiofônicas. Ela tem uma pitada de segredo que faz a sua descoberta ainda mais sensacional. Seu primeiro trabalho solo (ela também pode ser ouvida e vista como backing vocal de artistas como Rufus Wainwright e Antony and the Johnsons) Real Life é de um primor melancólico que o torna um clássico indispensável na discoteca de qualquer pessoa. O segundo disco To Survive deixou um pouco a desejar porque trazia um tom um pouco mais pré-fabricado que não condiz com a imagem de Joan. Agora em sua terceira obra, The Deep Field, ela alcança o equilíbrio perfeito entre a pessoa pessimista que não consegue viver sem questionar a crueldade da vida real com uma outra persona que é capaz de ver uma luz no fim do túnel mesmo nos dias mais obscuros. Canções como “Nervous”, “The Magic” e “Chemmie” são apenas algumas das pérolas que brilham nesse momento musical iluminado. [Lidiana de Moraes]
NOTA: 8,0

THE DECEMBERISTS
The King is Dead
[Capitol, 2011]

Se por alguma razão desconhecida você ainda não se deixou levar pelas belas canções do The Decemberists, The King is Dead é a oportunidade perfeita para se jogar nesse esplêndido mundo. Em seu sexto trabalho, a banda americana prova que atingiu um nível de maturidade musical que ao ser agregado com o lirismo folk de suas melodias e letras constroem um disco delicioso de ser ouvido. Tantos trabalhos em apenas 11 anos de carreira não tornou a sonoridade repetitiva, mas sim característica, logo, quem ouve Decemberists nunca esquece e sempre reconhece, mesmo a cada canção nova. “Calamity Song” é ótima para começar o dia de bom humor, “Rise to me” acompanha um belo por-do-sol, “Down by the water” segue aquela busca incessante por algo que faça sentido… Se The King is Dead foi feito para celebrar o fim de um reinado, bom seria que todas as monarquias chegassem ao fim para termos mais canções como estas. [LM]
NOTA: 9,0

CAGE THE ELEPHANT
Thank you happy birthday

Caso você ainda não tinha ouvido falar em Cage the elephant, dificilmente passará imune pelo novo disco da banda em 2011. Com Thank you happy birthday, os rapazes do Kentucky parecem que de uma vez por todas vão firmar o nome como uma das indie bands mais interessantes surgida nos últimos 5 anos. O primeiro disco que leva o nome do grupo já deu um gostinho do sucesso sendo bem recebido na Inglaterra, mas levemente ignorado na terra natal. No entanto, com TYHB, esse lapso ianque parece que vai ser corrigido. Uma canção como Aberdeen mostra o melhor do quinteto, soando muito próximo à Pixies em Caribou. Indy Kidz é um hino para todos aqueles que se sentiram órfãos de Arctic Monkeys depois de Humbug, Sell yourself promete conquistar todos os fãs de Art Brut e o desfile de sons que lembram algo, mas nem por isso parecem cópias continua. Não seria surpresa se os festivais que fazem a felicidade dos indies no Brasil colocassem Cage the elephant como uma de suas atrações principais de 2011. [LM]

NOTA: 8,0

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