JESSE HARRIS
THe Hottest State
[Hickory, 2008]

Autor de Don’t Know Why, que levou Norah Jones ao estrelato, e atual queridinho de Paula Toller, Jesse Harris compôs a trilha sonora do longa dirigido pelo ator Ethan Hawke. Exibido por aqui como Um Amor Jovem, o delicado romance trouxe não só Harris cantanto baladas folk-jazz como também algumas das melhores criações nas vozes de outros artistas. O time tem desde o veterano do country Willie Nelson até a mega sensação Fiest, passando por Cat Power e Bright Eyes. Já Brad Mehldau, talvez o pianista mais talentoso de sua geração, arranca a letra de Never See You sem macular sua pungência. É uma trilha sonora capaz fundo até de quem não viu o filme. [FA]

NOTA: 9,5

THE MARS VOLTA
The Bedlam In Goliath
[Universal, 2008]

Os primeiros segundos desse quarto CD do The Mars Volta funcionam para fazer com que possamos dissociar adultos de fedelhos. Os que sobrevivem à barulheira de Aberinkula é estimulado a persistir até o fim nesse novíssimo disco do duo americano que se encontra em turnê pelo México e países da Amérca Central. Estridente e excessivamente veloz o álbum remete o ouvinte aos grandes trabalhos de Miles Davis, mas sem o abandono do Rock. Omar Rodriguez-Lopes (responsável pela música e pela produção) e Cedric Bixler-Zavala (com letra e vocais) dão mais ênfase a sopros e à persucussão. O resultado final é bem roqueirismo de garagem e que nem de perto nos remetem a boa parte da banalidade de guitarras que circula no mainstream. [FA]

NOTA: 6,0

PEPE DELUXÉ
Spare Time Machine
[ST2, 2008]

Os dois produtores finlandeses do Pepe Deluxé, neste terceiro disco da dupla, mostram que são a versão gelada, nórdica e repleta de realeza dos cultuados Money Mark e DJ Shadow. Neles estão influências tão díspares quanto Iggy & The Stooges, ou mesmo Pink Floyd, mas tudo convivendo em perfeita harmonia e sem brigas. Mais do que organizar samples musicais e velhas letras, a dupla escandinava se mostra interessada em construir um som mais orgânico. Do dueto surgem funks com elementos da psicodelia sessentista e do rock progressivo. Pode ser difícil de visualizar ou mesmo de ouvir, mas as misturas funcionam de uma meneira para lá de magistral. Vale muito a pena. [FA]

NOTA: 7,0

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