THE DRUMS
The Drums
[Moshi Moshi/Island, 2010]

Jonathan Pierce e Jacob Graham são dois rapazes talentosos do Brooklyn que seguem a regra de que boa música deve ser feita, não importa quantos projetos você tenha que desenvolver para dar vazão a toda sua capacidade artística. Os trabalhos com o Horse Shoes e o Elkland já serviram como uma amostra da força musical de Pierce e Graham, mas é com o The Drums e seu disco homônimo que eles atingem a melhor forma. O quarteto nova iorquino junta referências que vão do rock chicletudo que tocava nas rádios dos anos 50, até o som melancólico que inundou a Inglaterra nos anos 80 através das vozes de Morissey e Robert Smith. O disco como um todo vale a pena, mas se você é um novato no mundo de Jonathan e Jacob escute o primeiro single Forever and Ever Amem e tente ficar imune à sonoridade do The Drums. [Lidiana de Moraes]
NOTA: 8,5

HOT HOT HEAT
Future Breads
[Dangerbird, 2010]

Enquanto a maioria das bandas quer sair da situação de independente para entrar em uma grande gravadora, o Hot Hot Heat fez o trajeto inverso. Depois de um disco mais ou menos lançado por uma major, no quarto disco Future Breads eles voltaram para um selo pequeno que, apesar do clichê, realmente parece ter permitido que os canadenses tivessem mais liberdade criativa. A habilidade para fazer música pop pronta para embalar as pistas de dança continua intacta, mas os rapazes também conseguem colocar um algo a mais em canções como “Buzinezz az Uzual” e “Zero results”. Será a maturidade chegando à banda de Steve Bays? Finalmente, parece que sim. [Lidiana de Moraes]
NOTA: 7,0

Sem mais artigos