O 13º Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade anunciou hoje os longas que disputam a competição internacional 2008. 19 países foram representados, e destes, oito são dirigidos por mulheres, fato inédito na história do festival. 24 títulos disputam os prêmios de Melhor Documentário de Longa ou Média-Metragem e de Melhor Curta-Metragem no. O festival acontece de 26 de março a 6 de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro, e de 7 a 13 de abril em Brasília.

Conhecida por seus trabalhos sobre a vida e a perspectivas de mulheres em diversas partes do mundo, a consagrada realizadora inglesa Kim Longinotto participa do É Tudo Verdade pela sexta vez com Me Abrace Forte e Me Deixe Ir. Vencedor do BritDoc de melhor documentários britânico de 2007, o filme aborda técnicas empregadas numa escola que recebe alunos expulsos de outros estabelecimentos de ensino por conta de seu comportamento violento.

Três dos documentários assinados por cineastas do sexo feminino da Competição Internacional de Longa e Média-Metragem são inéditos e fazem no É Tudo Verdade 2008 sua estréia no circuito internacional de festivais: Sete Instantes, da mexicana Diana Cardozo, sobre mulheres guerrilheiras no Uruguai; Phyllis e Harold, da norte-americana Cindy Kleine, sobre o casamento de 59 anos de seus pais e Anna, Sete Anos no Front, uma co-produção Holanda/Rússia dirigida por Masha Novikova que trata do assassinato da jornalista Anna Politkovskaya, crítica do governo russe.

Outro destaque é a autora Nina Davenport (entre outros, dirigiu Parallel Lines, 2004, e Always a Bridesmaid, 2000), que coloca em evidência uma discussão sobre a ética e a correção política em Operação Cineasta (EUA). No longa – que foi selecionado para os festivais de Roterdã, Toronto e Sidney – um estudante de cinema de Bagdá é contratado para trabalhar em uma produção na República Tcheca e gradativamente vai deixar claro que não contou toda a verdade a seu respeito.

Mulheres realizadores também marcam presença na competição de curtas. Em “& etc.” a cineasta Claudia Clemente aborda uma pequena editora voltada a autores desconhecidos que tornou-se uma referência em Portugal. A estreante espanhola Luciana Julião oferece a visão de um mundo totalmente vigiado e das implicações desse controle na vida dos cidadãos em “OP.1207-X”. E uma aldeia caucasiana que definha e hoje conta com apenas três casas é o tema de “Urzdon: Território da Solidão”, dirigido pela russa Maria Kozlova.

Competição Internacional de Longa e Média-Metragem

“Anna, Sete Anos no Front” – Masha Novikova (Holanda/Rússia)
“Ao Lado” – Stéphane Mercúrio (França)
“Depois do Rei” – Michael Skolnik (EUA)
“Fengming – Memórias de uma Chinesa” – Wang Bing (China)
“Me Abrace Forte e Me Deixe Ir” – Kim Longinotto (Inglaterra)
“O Cosmonauta Polyakov” – Dana Ranga (Alemanha)
“Operação Cineasta” – Nina Davenport (EUA)
“Os Não Mortos” – Brian Hill (Inglaterra)
“Philip Glass: Retrato em 12 Partes” – Scott Hicks (Austrália)
“Phyllis e Harold” – Cindy Kleine (EUA)
“Porta 12” – Pablo Tesoriere (Argentina)
“Relato de Memória (13 Lembranças do Documentário ‘Descrição de um Combate’ de Chris Marker)” – Dan Geva (Israel)
“Sete Instantes” – Diana Cardozo (México)
“Subindo o Rio Amarelo” – Yung Chang (Canadá)
“Também Queremos as Rosas” – Alina Marazzi (Itália/Suíça)

Competição Internacional de Curta-Metragem

“52%” – Rafal Skalski (Polônia)
“& etc.” – Claudia Clemente (Portugal)
“Apenas um Odor” – Maher Abi Samra (Líbano)
“Cineasta Iniciante” – Jay Rosenblatt (EUA)
“Como me Tornei um Guia de Turismo” – Jan Peters (Alemanha)
“O Lugar” – Alexandre O. Philippe (EUA)
“OP.1207-X” – Luciana Julião (Espanha)
“Salim Baba” – Tim Sternberg (EUA/Índia)
“Urzdon: Território da Solidão” – Maria Kozlova (Rússia)

SERVIÇO
É Tudo Verdade – 13º Festival Internacional de Documentários
26 de março a 6 de abril (São Paulo e Rio de Janeiro) e 7 a 13 de abril (Brasília)

direção: Amir Labaki

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