Cena de O Fantasma, filme português que se tornou clássico do cinema queer (Divulgação)

Cena de O Fantasma, filme português que se tornou clássico do cinema queer (Divulgação)

A 2ª começa nesta semana no Recife, onde acontece pela primeira vez. Depois segue para Rio de Janeiro e São Paulo. Selecionamos os destaques desta edição, que tem clássico queer como é o caso de O Fantasma, de , sucessos recentes como O Barão, de e Filme do Desassossego, de João Botelho.

O evento acontece na Caixa Cultural e é gratuito. Confira a programação e uma entrevista com a curadora Carolina Dias.

Veja abaixo mais detalhes sobre os filmes.

O Fantasma, de João Pedro Rodrigues
Ficção, 90’, 2000

Diz a sinopse: Sérgio passa os dias entre um quarto alugado num hotel barato, sexo anônimo e o seu trabalho na recolha do lixo do setor norte de Lisboa. Ma suma noite os seus olhos se deparam com o fantasma dos seus sonhos, e ele acorda na obsessão do amor. João Pedro Rodrigues é um dos nomes mais cultuados do cinema português e traz uma estética queer bastante ousada e elogiada pela crítica. Há quem diga que O Fantasma é sua obra-prima. Foi selecionado para o Festival de Veneza em 2001.

Branca de Neve de João César Monteiro
Ficção, 75’, 2000

Ícone do radicalismo estético dentro do cinema português, João César Monteiro consegue se superar neste clássico do experimentalismo em tela. É considerado um dos destaques da programação.

Filme do Desassossego de João Botelho
Ficção, 120min, 2010

Pela sinopse dá para imaginar a experiência que deve trazer esse lonfa: “Lisboa, hoje. Um quarto de uma casa na Rua dos Douradores. Um homem inventa sonhos e estabelece teorias sobre eles. A própria matéria dos sonhos torna-se física, palpável, visível. O próprio texto torna-se matéria na sua sonoridade musical. E, diante dos nossos olhos, essa música sentida nos ouvidos, no cérebro e no coração, espalha-se pela rua onde vive, pela cidade que ele ama acima de tudo e pelo mundo inteiro. Filme desassossegado sobre fragmentos de um livro infinito e armadilhado, de uma fulgurância quase demente mas de genial claridade. O momento solar de criação de Fernando Pessoa. A solidão absoluta e perfeita do EU, sideral e sem remédio. Deus sou eu!, também escreveu Bernardo Soares”

O Barão, de Edgar Pêra
Ficção, 88min, 2011.

Inspirado na obra de Branquinho da Fonseca, o filme é um remake gótico sobre um ditador vampiro nazista que vive recluso em uma montanha. O longa é considerado um dos mais acessíveis de Edgar Pêra, um dos mais importantes nomes do cinema português dos últimos 20 anos.

A Arca do Éden de Marcelo Félix
Doc., 80 min, 2011

Esse documentário traz uma viagem feita de presente e de memórias: onde relances de histórias esquecidas e precárias visões contemporâneas participam de uma mesma luta contra o tempo.

A Cara Que Mereces de Miguel Gomes
Ficção, 108’, 2004

Uma visão inusitada de retratar a conhecida crise dos 30 e a aventura que é envelhecer.

A Nossa Forma de Vida de Pedro Filipe Marques
Doc., 91min, 2011

Na cauda da Europa, oito andares acima d’água, o casamento entre o eterno proletário Armando e a dona de casa Maria Fernanda sobrevive há 60 anos. Um dos filmes portugueses mais comentados dos últimos anos, toca na ferida da crise econômica pela qual passa a Europa.

A Vingança de Uma Mulher, de Rita Azevedo Gomes
Ficção, 2011, 100min.

O modo português de filmar uma tragédia. O filme de Rita Azevedo retrata o tédio e o vício da aristocracia e foi baseado na obra Les Diaboliques de Barbey D’Aurevilly.

Veja mais trailers da programação deste ano.

Angst de Graça Castanheira
Documentário, 53′, 2010

É na Terra Não é Na Lua de Gonçalo Tocha
Doc, 185min, 2011

Palácios de Pena de Gabriel Abrantes e Daniel Schimdt
Ficção, 59’, 2011

Alice de Marco Martins
Ficção, 102′, 2005

Sem mais artigos