Nesta segunda e terça (17 e 18 de junho) ocorrerá a segunda parte da 20ª , da . A programação totalmente gratuita é composta por espetáculos de diversos gêneros teatrais e performáticos resultantes dos cursos regulares oferecidos pela João Pernambuco, localizada à Rua Barão de Muribeca, 116, Várzea, .

A Mostra A Porta Aberta, depois de dezenove anos tendo à frente o professor Fred Nascimento, mudou de coordenador e a partir dessa edição quem assume a coordenação é o professor Givaldo Tenório. “O objetivo da mostra é dividir com o público os resultados do trabalho pedagógico desenvolvido por nossos alunos e professores. A cada edição, escolhemos um homenageado e desta vez o artista a receber a cortesia será Fred Nascimento, fundador do Grupo Totem, ator, performer e membro do nosso corpo docente há mais de duas décadas”, afirma Tenório.

A Mostra foi aberta com o espetáculo Lama et Circense com direção de Fred Nascimento e elenco composto por alunos que concluíram o curso profissional da em 2018. Na última quarta-feira, o ator convidado Júnior Aguiar, do Coletivo Grão Comum, apresentou Breu, a partir do texto original de Geraldo Maia. Devido às fortes chuvas a programação da quinta-feira foi suspensa e prosseguirá nesta segunda e terça-feira.

As peças são fruto do trabalho dos alunos da escola João Pernambuco. (Divulgação).

Nesta segunda a Mostra continua com a rádio novela Taquara Rachada com direção de Juliana Chaves, seguido de Sertânia, Histórias que Ninguém Pode Contar, montagem de conclusão dos alunos do último período do Curso Básico de Teatro, com direção de Cynthya Dias.

Na terça-feira, último dia da Mostra, iniciará com Quando o Desespero Visita, de Kelvin Pessoa, seguido de Tennesse em Três Tempos, com cenas curtas extraídas da obra do dramaturgo americano Tennessee Williams (1911-1983), com direção de Juliana Chaves. Fechando a 20ª A Porta Aberta, serão apresentadas as performances resultantes do projeto ‘Dramaturgias Expandidas do Corpo’, desenvolvido no Laboratório de Aprofundamento Cênico (LAC), coordenados por Fred Nascimento. Na verdade uma Mostra de performances intitulada Poéticas de Autopoiesis, é uma mostra dentro da mostra. As pesquisas são regidas pelo conceito do pós-dramático, do performático, onde se procura dar novos sentidos e novos criar novos enunciadores para o discurso cênico contemporâneo.

As performances são quatro, a primeira é Revelação, de Eli Yon, uma performance que trata do encontro entre duas culturas, o Oriente e a África, expressas no corpo da performer e nos textos de Lao Tsé e Yoko Ono; a segunda chama-se Eu Expandido, de Caio Cavalcanti, um biodrama que tem como tema central a luta contra o preconceito, a luta por espaço social, a afirmação de uma identidade de Gênero; a terceiro performance chama-se Nuit, de Carmem Granger. Nuit é a mãe de todas as divindades, um trabalho que vai à fonte dos arquétipos e mitos do passado que se perdem na noite do tempo; a quarta performance é As Dores Delas, de Simone Santos, fala da capacidade do indivíduo se solidarizar com a dor do outro, o sofrimento das mulheres grávidas devido ao descaso e negligência dos órgãos públicos de saúde.

SERVIÇO:
20ª Mostra de Artes Cênicas A Porta Aberta – 2019.1

Dia 17 de junho – Segunda-feira
19h “Taquara Rachada”- Rádio novela – Dir. Juliana Chaves
20h30 “Sertânia, histórias que ninguém pode contar”
Criação coletiva – Dir. Cyntia Dias

Dia 18 de junho – Terça-feira
19h “Tennese em 3 Tempos” – Cenas Curtas
Dir. Juliana Chaves
19h30 Poéticas de Autopoésis – Dramaturgias Expandidas do Corpo – LAC.

Performances:
“Eu Expandido” – Caio Cavalcanti
“Revelação” – Eli Yon
“Nuit” – Carmem Granger
“As Dores Delas” – Simone Santos
Coordenação: Fred Nascimento

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