Foto: Allan Torres/PCR.

Foto: Allan Torres/PCR.

O percussionista , um dos nomes mais icônicos da música pernambucana, morreu nesta quarta (9), aos 71 anos. Ele lutava contra um câncer desde 2011.

Filho de um violonista, Naná, nascido Juvenal de Holanda Vasconcelos, nasceu no Recife, mas fez carreira em vários países. Morou nos EUA por 27 anos e na França por cinco, locais onde gravou discos e realizou turnês. Esse cosmopolitismo fez de sua música algo acessível e cheio de referências de todo tipo. Entre as suas influências estavam o jazz e o rock de Jimi Hendrix. Ele pegou essa bagagem e aplicou a uma extensa pesquisa das raízes africanas.

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Fez seu nome no uso de instrumentos de percussão de origem africana, sobretudo o berimbau. Seu primeiro disco saiu na França em 1970, Àfricadeus. Em seguida gravou no Brasil o álbum Amazonas (1973). Ele foi figura importante na vanguarda artística nacional e fez participação em diversos discos de Jards Macalé, Mutantes, Gal Costa e Milton Nascimento.

Um de seus últimos trabalhos gravados foi a composição que fez para a trilha sonora do filme O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, que concorreu ao Oscar de melhor animação.

Uma de suas últimas apresentações foi no Rec-Beat, no Carnaval do Recife este ano. Ele levou ao palco o seu grupo Batucafro, formado quase que inteiramente por mulheres. A folia pernambucana sempre foi o palco mais conhecido de Naná, que regia a orquestra de batuques que marcava o início da festa. Ele chegou a ser homenageado em 2013, ao lado do fotógrafo Alcir Lacerda.

Naná Vasconcelos com o Batucafro no Rec-Beat.

Naná Vasconcelos com o Batucafro no Rec-Beat.

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